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A vagina: Área genital feminina

A vagina é o órgão sexual feminino muito importante para a vida íntima e reprodutiva da mulher. Apesar disso, muitas mulheres não sabem identificá-la e não conhecem a sua função. Veja a seguir o que é a vagina, qual é o seu papel e quais doenças podem afetá-la impedindo a fecundação e causando infertilidade.

Sumário

A saúde da vagina é importante para a saúde sexual e reprodutiva de mulheres. A parte externa da vagina é protegida pelos grandes lábios, que são compostos por três camadas de tecido: a camada externa de pele, uma camada de tecido conjuntivo e uma camada interna de músculo liso. As tubas uterinas, que ligam os ovários ao útero, também se encontram na região pélvica.

A parede da vagina é composta por três camadas de tecido: a camada externa de pele, uma camada de tecido conjuntivo e uma camada interna de músculo liso. A vagina é rica em fibras elásticas, o que lhe permite se expandir e contrair durante o parto e a relação sexual. Ela também possui terminações nervosas, o que a torna sensível à estimulação.

A abertura da vagina é protegida pelo himen, uma membrana fina e elástica. Durante o parto, o himen pode se romper, o que é normal. No entanto, o himen também pode se romper durante a relação sexual ou outras atividades físicas. A vagina também produz uma pequena quantidade de lubrificação durante a excitação sexual, o que ajuda a proteger as camadas de tecido e a facilitar a relação sexual.

 

Manter a vagina saudável é importante para evitar infecções e outras doenças. Alguns cuidados simples, como manter a higiene íntima e usar preservativos durante a relação sexual, podem ajudar a proteger a saúde da área íntima. Consultas regulares ao ginecologista também são importantes para monitorar a saúde da vagina e detectar qualquer problema precocemente.

A dilatação vaginal no momento do parto
Dilatação vaginal para a passagem do bebê no momento do parto

O que é a vagina?

A vagina (do latim vagĭna, lit. “bainha”) é um canal muscular do órgão sexual feminino dos seres humanos.  É uma parte importante do aparelho reprodutor feminino, que se estende do colo do útero (parte interna do útero) à vulva, onde ficam os órgãos genitais externos. Esse canal mede cerca de 8 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro. A parte de fora da vulva é denominada vestíbulo vaginal. Lá, existem dois orifícios: orifício urinário (uretra) e o orifício genital (vagina). A uretra é o orifício por meio do qual o xixi é liberado pelo organismo, uma vez que está ligada à bexiga.
Anatomia externa da vagina
Vulva e canal vaginal, é formada por três camadas mucosa muscular e adventícia

Quando usamos um espelho entre as pernas estamos vendo, na verdade, a região da vulva. E, ao abrirmos os lábios vaginais, conseguimos ver a entrada do canal vaginal.

A vulva é dividida em cinco partes. São elas:

  • Clitóris: órgão relacionado ao prazer da mulher;
  • Hímen: membrana que fica logo na entrada da vagina;
  • Parede vaginal: são as duas paredes do canal vaginal;
  • Glândulas de Bartholin: glândulas responsáveis pela lubrificação vaginal;
  • Colo do útero: é o final da vagina, onde também começa a abertura do colo.
Vagina

O clitóris é uma estrutura responsável pelo prazer feminino e está localizada na junção dos lábios menores da vagina. Em 2005, foi descrito como uma estrutura formada pela glande visível, os corpos cavernosos que correm lateralmente aos lábios menores e as raízes, também chamadas de crus clitóris, que envolvem a uretra e a vagina. O clitóris tem a mesma origem embrionária do pênis, mas se diferencia através da expressão dos cromossomos sexuais. O tamanho do clitóris varia de 0,2cm a 2,5cm de largura e de 0,4cm a 4,5cm de altura, mas isso não afeta a sensação de prazer.

Olá, meu nome é Juliana Amato, eu sou ginecologista e hoje nós vamos conversar sobre um assunto bem polêmico: Será que o tamanho do clitóris importa? O clitóris é uma estrutura responsável pela sensação de prazer na mulher. Ela está localizada na junção dos pequenos lábios. Muito se estudou sobre o clitóris e o que a gente sabe é que só em 2005 essa estrutura foi devidamente descrita com sua anatomia completa.

Antes, achava-se que o clitóris era só uma parte pequenininha dessa região da vagina. Porém, uma urologista australiana em 2005 chamada Helen O’Connell descreveu essa estrutura que é formada além dessa região que a gente vê, que é a glande do clitóris. Esse clitóris entra e tem duas ramificações que são os corpos cavernosos, e esses corpos cavernosos estão correndo lateralmente aos pequenos lábios lá dentro do corpo da mulher.

Além disso, existe uma outra estrutura também que o clitóris é formado, que são as raízes. Essa raiz, também chamada de crus clitóris, corre lateralmente no osso da púbis, envolve a uretra e envolve a vagina. O interessante é que o clitóris tem a origem embrionária do pênis. O que acontece é que lá por volta da sétima e oitava semana de vida embrionária, ou seja, está dentro do útero da mãe, começa a ocorrer essa diferenciação que é pela expressão dos cromossomos sexuais.

Quando expressa o cromossomo Y, essa estrutura embrionária tem um crescimento diferente, ou seja, ela cresce pra fora e dá origem ao pênis. E quando ela tem expressão somente do cromossomo X, ela cresce pra dentro e tem uma conformação diferente, dando origem ao sexo feminino. Então, o pênis e a vagina têm a mesma estrutura embrionária.

Se a gente for comparar, o clitóris é pequenininho, mas se você olhar de perto, ele parece um mini pênis e tem mais de oito mil terminações nervosas responsáveis pela sensação que ele traz e pra levar esses estímulos até o cérebro, gerando sensação de prazer. E esse clitóris, apesar de ser pequenininho, tem a largura variando de 0,2cm a 2,5cm. A altura varia de 0,4cm a 4,5cm. Então, são variações pequenas.

O que muitos pesquisadores acreditam é que, independente do tamanho, se é um clitóris menor ou maior, ele não tem uma diferenciação na sensação de prazer. E essas oito mil terminações nervosas que o clitóris tem, pra terem uma ideia, é muito mais do que existe na glande de um pênis. Então, é um pequeno pedacinho ali que fica exposto pra fora, mas que tem alto poder prazeroso.

Então, assim como nos homens existem pênis maiores e menores, nas mulheres existem clitóris menores ou maiores, mas isso não interfere na sensação de prazer. Uma coisa importante a se falar aqui é que, às vezes, a mulher tem uma queixa de pouca sensação de prazer durante a relação sexual. O que pode estar associado a isso é que, em cima desse clitóris, existe um capuz, que é uma pelinha. Em algumas mulheres, esse capuz é um pouquinho maior. Então, fica em cima do clitóris e atrapalha na hora da relação porque você não tem aquela sensação de prazer mais exacerbada.

Mas existe uma cirurgia que é a retirada do capuz clitoridiano para melhorar essa sensação de prazer durante a relação. Se você gostou desse vídeo, inscreva-se no nosso canal, deixe aqui seu comentário, tire suas dúvidas, dê o seu like e ative o sininho de notificação. Até a próxima!

Qual a função da vagina?

A função reprodutiva da vagina consiste em:

  • Receber o pênis durante o coito, ou ato sexual;
  • Dar saída ao feto no momento do parto;
  • Além de expulsar o conteúdo menstrual. 

Pesquisa científica: aparencia do ato sexual na ressonância magnética.

As tubas uterinas, também conhecidas como trompas de Falópio, são responsáveis por capturar o óvulo liberado pelo ovário e transportá-lo até o útero. É na trompa que ocorre a fecundação, quando o espermatozoide encontra o óvulo. Além disso, a camada muscular presente nas trompas de Falópio ajuda a empurrar o embrião em direção ao útero, onde ele poderá se implantar e se desenvolver.

A vagina relativa ao útero
Distribuição anatômica do útero, tubas uterinas, vagina e ovários.

A vagina é, inicialmente, protegida somente pelo hímen, uma membrana fina com algumas perfurações que permitem a saída do sangramento menstrual. Na primeira relação sexual da mulher, o hímen é rompido, causando um pequeno sangramento. 

A cada lado da abertura externa da vagina humana há duas glândulas pequenas, chamadas Glândulas de Bartholin, secretoras de um muco lubrificante. Esse muco é que deixa a relação sexual mais agradável, também favorece o trajeto do espermatozoide até o óvulo e mantém a região úmida naturalmente.

A lubrificação vaginal pode ser afetada por vários fatores, mas é possível aumentá-la. Algumas dicas incluem investir em carícias durante o ato sexual, fazer exercícios de pompoarismo e de retenção do esfíncter da região vaginal, e usar lubrificantes íntimos. É importante escolher lubrificantes que sejam à base de água, pois os à base de silicone podem danificar os preservativos. Beber água e incluir alimentos ricos em ácido fólico, como folhas verdes e frutas cítricas, também pode ajudar a aumentar a lubrificação. Além disso, alguns problemas de saúde, como a menopausa e o uso de medicamentos, podem afetar a lubrificação e devem ser tratados por um médico.

Olá! Hoje vamos conversar um pouquinho sobre como melhorar a lubrificação vaginal. A gente sabe que a lubrificação da vagina depende de vários fatores, normalmente no funcionamento do corpo da mulher. Ela tem uma produção dessa lubrificação muito facilmente quando é mais jovem. E alguns fatores influenciam nessa produção de lubrificação. Então, para aumentar, se você está com algum probleminha de lubrificação e quer ajuda para aumentar essa lubrificação ou durante um ato sexual, ou porque está com muito ressecamento vaginal, eu vou dar aqui algumas dicas.

A primeira dica é para aumentar a lubrificação no ato vaginal: a gente tem que investir nas carícias no início da relação sexual, porque a mulher funciona diferente do homem. O homem é mais visual, ou seja, ele tem aquela visualização da mulher e ele já tem uma ereção. A mulher não! A mulher precisa ter as carícias, ela precisa ter um envolvimento para aumentar essa lubrificação. E como ela é aumentada? Ela é aumentada porque os vasos sanguíneos da região do períneo se dilatam e, dilatando, aumenta a circulação para aquela área vaginal e, com isso, a lubrificação aumenta. Então, uma dica aí: vamos melhorar essas famosas preliminares antes do ato sexual.

Uma segunda dica para melhorar essa lubrificação é fazer exercícios na região do períneo. Então, os exercícios muito indicados são os exercícios de pompoarismo e os exercícios de retenção do esfíncter da região vaginal da região da saída da bexiga. O que é o esfíncter? O esfíncter é aquela portinha onde, quando a gente relaxa, o xixi sai e, quando a gente segura o xixi, ele prende. Então, é um exercício simples que você pode fazer em casa, que é realmente mexer nesses esfíncteres. Então, é como se você estivesse fazendo xixi, mas você não está fazendo xixi, né? Você está no seu dia a dia normal e você finge que vai prender a saída do xixi. Você dá aquela contraída na região perineal e isso ajuda muito na hipertrofia da musculatura nessa região. E com isso, você vai melhorar o trofismo da sua vagina, você vai melhorar essa parede vaginal e vai aumentar também a lubrificação, porque você vai aumentar a circulação sanguínea naquele local.

Uma dica legal também para aumentar a lubrificação é usar os lubrificantes íntimos. Então, a gente sabe que no mercado existem vários lubrificantes que ajudam na hora da relação sexual. Uma dica que eu dou aqui é que nem todo lubrificante pode ser usado nessa região. A vagina é formada por vários micro-organismos, fungos, algumas bactérias que mantêm o pH vaginal em torno de 4,2-4,5, que mantém essa simbiose, ela mantém esse funcionamento normal da vagina, sem corrimento, sem infecções, e isso é importante que a gente mantenha para não ter infecções no futuro. Então, os lubrificantes mais indicados são os lubrificantes à base de água. Óleos não são indicados para essa região, principalmente esses óleos que compram em sex shop, óleos com cheirinho. Por quê? Porque eles podem alterar esse pH vaginal e aumentar a população desse fungo ou dessa bactéria na região vaginal e, com isso, aumentar o índice de infecções. Tanto uma candidíase, que é aquele corrimento que a gente tem muita coceira na região vaginal, quanto aqueles corrimentos mais amarelados, mais acinzentados, que começam a ter um cheiro que não é tão legal, o cheiro mais ruim e que deve ser tratado.

Uma dica também é para mulheres no climatério, que chegam naquela fase entre os 42-45 anos, que começam a ter uma baixa dos seus hormônios. Elas podem ter uma diminuição da lubrificação, ou seja, a vagina vai ficando mais ressecada. E por que isso acontece? Isso acontece porque a gente vai tendo uma alteração hormonal, ou seja, o estrogênio da mulher vai diminuindo. Com isso, baixa a testosterona e a mulher tem essa sensação de ressecamento. Então, é importante nessa fase pensar numa reposição hormonal, mas é uma reposição hormonal local. Não é uma reposição hormonal que a gente diz, que é aquela da menopausa, onde você tem que usar o estradiol e a progesterona, os comprimidos que vão melhorar essa fase. A gente tem no mercado os cremes vaginais de estriol, os cremes vaginais de estrogênio, que a gente coloca na região vaginal e ela melhora essa musculatura, ela melhora essa mucosa. Com isso, aumenta a circulação na região e aumenta a lubrificação. Então, é importante para começar a usar esse tipo de hormônio na vagina, conversar com o profissional, não é indicado para todo mundo. Tem que ter uma avaliação bem específica, mas é uma ajuda muito importante e dá muitos resultados nessa fase.

Outra dica que eu dou é que as mulheres, quando já entram na menopausa e já têm também essa alteração hormonal, mas um pouco mais acelerada, os estrogênios já estão bem mais baixos no organismo porque essa produção já quase inexiste e tem uma produção muito pequenininha. A testosterona também já está muito baixa, é usar a reposição hormonal propriamente dita, que é a reposição não só local, aquela vaginal, mas como a sistêmica, que pode ser, ou por via de comprimidos ou por via de géis. Depende muito da mulher, tem que ser bem avaliado pelo seu ginecologista, mas melhora muito essa região vaginal. Quando a mulher está na menopausa, a mucosa fica muito fininha e com isso, durante uma relação sexual, por exemplo, ela pode ter algumas fissuras. Algumas queridinhas, pode ter um sangramento e isso pode causar uma infecção. Então, é muito importante tratar a causa nessa fase. Além disso, a falta de estrogênio também faz essa musculatura da bexiga ficar mais frouxa e, com isso, tem mais possibilidade de desenvolver uma incontinência urinária. Tanto aos pequenos esforços quando tosse ou aos grandes esforços, quando está fazendo um exercício físico, jogando um tênis, fazendo uma academia que tem aquela perda de urina.

Outra dica muito interessante é para as mulheres que não podem fazer uso de hormônio, ou seja, porque já tiveram câncer ou porque já têm uma predisposição a ter câncer na família. Tem alguém muito próximo que desenvolveu um câncer de mama ou de útero, ou que já são pacientes que passaram por uma quimioterapia ou por uma radioterapia, onde já tem esse ressecamento vaginal, não só na vagina, mas em outras áreas do corpo, e usa o laser vaginal. O laser vaginal é fantástico, porque ele ajuda muito no aumento dessa circulação na musculatura da vagina, melhora muito o tecido vaginal e, com isso, melhora muito a lubrificação, além de prevenir essa queda da bexiga. Então, a gente também trata essa questão da incontinência ou previne essa incontinência urinária de acontecer futuramente. Mas aqui vem uma observação: o laser vaginal tem que ser feito com um profissional específico, com um profissional que tenha um treinamento para a área de fazer esse laser nessa região. Ele pode ocasionar, se não realizado por um profissional adequado, uma queimadura nessa região vaginal. Então fica aqui minha dica: sempre procure um profissional apto.

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O que é o hímen?

O hímen é uma membrana fina e elástica localizada na parte inferior da vagina, na entrada da mesma. Ele tem uma abertura central que permite a passagem de fluidos corporais, como sangue menstrual e secreções vaginais, mas que pode se tornar mais estreita em algumas pessoas. 

O himen e a vagina
Existem vários tipos de hímen, como o hímen anular (forma de anel), o hímen semilunar (forma de meia-lua), o hímen cribriforme (com pequenos orifícios), o hímen imperfurado (sem abertura), entre outros. A forma do hímen pode variar de pessoa para pessoa e não é um indicativo de virgindade.

O hímen é comumente associado à virgindade feminina, embora a sua presença ou ausência não seja necessariamente um indicador da virgindade de uma pessoa. 

Muitas mulheres têm hímens que são completamente intatos, enquanto outras têm hímens que já foram rompidos por atividades físicas ou por outras razões, sem ter tido relações sexuais.

 O que é a glândula de Bartholin?

A glândula de Bartholin é uma glândula localizada nas laterais da vulva, a região externa dos órgãos genitais femininos. Ela produz um líquido que ajuda a lubrificar a vagina durante o ato sexual. As glândulas de Bartholin também são conhecidas como glândulas vulvares maiores ou glândulas de grandes lábios. Elas são muito pequenas e geralmente não são visíveis ou perceptíveis ao toque. No entanto, em alguns casos, uma das glândulas pode ficar obstruída e se tornar inchada, o que pode causar desconforto ou dor. Isso é conhecido como abscesso de Bartholin e pode ser tratado com remédios ou cirurgia.

Doenças vaginais e a sua relação com a fertilidade feminina

Como vimos, a vagina está diretamente ligada à concepção feminina. Por isso, qualquer alteração biológica pode interferir na fecundação e dificultar a tão sonhada gravidez. A seguir, os principais sintomas e doenças que afetam a vagina.

Secreção vaginal

A secreção vaginal alterada está entre os sintomas mais comuns de doenças sexuais e de inflamações perigosas, que podem estar associadas à infertilidade. O principal sinal de que algo não vai bem é o cheiro forte e incômodo dessa secreção.

Lembrando que a secreção vaginal é absolutamente normal e comum a todas as mulheres. Inclusive, durante o período fértil, o muco vaginal se intensifica, ganhando também mais viscosidade. Contudo, precisa ser transparente ou viscoso e com cheiro típico, sem alterações.

Tricomoníase

Em casos onde a secreção é resultado de alguma doença sexualmente transmissível (DST), a doença mais comum é a tricomoníase. Os principais sintomas são corrimento de cheiro muito forte e cor meio amarelada e meio verde, coceira vaginal e dor ao urinar. Nos homens, os sintomas não são aparentes.

A tricomoníase é causada por um protozoário e o tratamento é feito à base de antibióticos orais, indicados para o casal e não só para a mulher afetada pela doença.

Clamídia

Dentre as muitas doenças sexualmente transmissíveis, o perigo maior está no fato da mulher contrair clamídia, que causa infertilidade. 

A doença quase não apresenta sintomas, mas pode provocar grave infecção uterina, chamada de cervicite, que atinge as trompas e causa obstrução tubária. 

Outros possíveis sintomas são dores abdominais, dor ao urinar e durante a relação sexual, febre e menstruação irregular.

O tratamento da clamídia também envolve o uso de antibióticos, sempre prescritos pelo médico. Durante a gravidez, a mulher contaminada precisa ser acompanhada mais de perto pelo obstetra.

Candidíase

A candidíase é uma doença causada por um fungo e pode atingir a vagina, a vulva, a pele e, até, a boca. Os principais sintomas são manchas brancas, coceira na região íntima, vermelhidão, corrimento esbranquiçado, dor ao urinar e desconforto durante a relação sexual.

Uma consequência da candidíase é a alteração do pH vaginal, que pode ocasionar um ambiente hostil para os espermatozoides, na maioria das vezes. 

Além disso, durante o tratamento com uso de antifúngicos e cremes vaginais, os espermatozoides terão ainda mais dificuldades de movimentação para chegar ao óvulo

Após o tratamento da candidíase, qualquer dificuldade que poderia estar dificultando a gravidez terá desaparecido.

Gonorreia

A gonorreia também é uma doença sexualmente transmissível ou que passa da mãe para o bebê durante a gestação, podendo afetar homens e mulheres. Quando não é tratada, a gonorreia pode levar à infertilidade ou a uma gravidez ectópica, ou seja, quando o embrião se aloja fora da cavidade uterina.

Os principais sintomas da gonorreia são secreção no pênis ou na vagina, dor ao urinar, dor nos testículos e dor pélvica. Em alguns casos, a gonorreia não apresenta sinais, o que aumenta as chances de contaminação entre pessoas com múltiplos parceiros.

O tratamento da gonorreia consiste no uso de antibióticos prescritos pelo médico.

Vaginismo

O vaginismo é uma outra condição que dificulta a concepção:  os músculos vaginais de uma mulher se contraem involuntariamente, sempre que qualquer abordagem é feita em sua vagina. 

Este espasmo é muitas vezes tão doloroso que a relação sexual é impossível, e essa condição às vezes dura por anos. É uma dificuldade sexual mais comum do que se imagina e pode afetar as relações afetivas de suas portadoras. 

De todas as disfunções sexuais é, em alguns casos, uma das mais fáceis de se resolver, pois o tratamento é através de técnicas físicas que a própria paciente pode fazer com a orientação médica adequada.

Flacidez vaginal

A flacidez vaginal não é considerada uma doença em si, mas é um problema comum que pode afetar mulheres depois da menopausa, após o parto ou como resultado de perda de peso extrema. A flacidez vaginal ocorre quando os tecidos da vagina perdem elasticidade e firmeza, o que pode levar a sintomas como incontinência urinária, dificuldade para ter relações sexuais e baixa autoestima. Existem vários tratamentos disponíveis para ajudar a melhorar a firmeza da vagina, como exercícios de Kegel, terapia de laser e procedimentos cirúrgicos.

 

 

O vídeo trata sobre a flacidez vaginal e como avaliá-la. A flacidez vaginal ocorre quando a musculatura da vagina perde elasticidade e firmeza, o que pode afetar a capacidade de ter orgasmo durante o sexo e a sustentabilidade da bexiga. A flacidez vaginal é mais comum após a menopausa devido à diminuição dos níveis de estrogênio e ao ressecamento da mucosa vaginal. Também pode ser causada por partos vaginais repetidos, mas isso é raro. A flacidez vaginal pode ser avaliada através da força da pressão vaginal durante o exame ginecológico. Existem tratamentos disponíveis, como exercícios de Kegel, terapia de laser e procedimentos cirúrgicos, para melhorar a firmeza da vagina.

Olá! Acredito que você, como mulher, já tenha se perguntado se a sua vagina é de um tamanho ideal, ou se ela é apertada ou mais frouxa. Algumas mulheres vêm ao consultório com a queixa de que acham que a vagina é mais frouxa e, na hora de ter relação sexual, elas não conseguem atingir o orgasmo com facilidade. Então, como avaliar se a vagina é uma vagina mais apertada ou se é uma vagina mais larga?

A cavidade vaginal é uma cavidade virtual, ou seja, ela é colocada fechadinho e aí ela abre para o neném nascer, quando você está grávida, na hora da relação sexual, na introdução do pênis. Ela é formada por uma musculatura que fica em torno dela e é essa musculatura que a gente avalia quando se tem uma vagina mais apertada ou não. Na realidade, a vagina tem um torcedor específico, ela tem ali uma força de pressão bem típica dela mesmo.

Algumas mulheres falam: “Ah, mas quando eu tenho relação, eu acho que está mais frouxo, porque eu vejo que sai um barulho estranho.” Na verdade, esse barulho estranho acontece quando tem a retirada do pênis e a introdução e pode entrar um pouquinho de ar nessa região vaginal e aí, em algumas posições, esse ar pode sair e pode gerar esse barulho.

O que a gente vê é que em mulheres pós-parto, por alterações hormonais, elas têm um ressecamento vaginal mais importante e com isso esse torcedor pode diminuir. E a relação sexual ela pode ser mais incômoda neste período. Não é que ela largou, algumas mulheres me perguntam se o parto normal afrouxa essa região; na verdade, um parto normal não afrouxa essa região, dois partos normais não afrouxam essa região. Porém, se você tem muitos partos vaginais, essa musculatura sofre algumas micro lesões e que podem sim alterar esse torcedor vaginal, mas não em duas, três gravidezes; a partir daí, sim, pode até causar essa frouxidão vaginal até uma perda dessa sustentabilidade de bexiga, uma queda de bexiga com o passar dos anos da mulher e quando isso ocorre, isso ocorre quando a mulher vai ficando mais velha, então é mais comum que ela tenha essa frouxidão vaginal, porque com a diminuição do estrogênio e com a menopausa o clima altera a menopausa. Essa mucosa vaginal vai ficando mais ressecada e ela perde um pouquinho do seu torcedor e, com isso, pode ter queda de bexiga, frouxidão vaginal; às vezes, em algumas mulheres, a gente pode ter a queda da bexiga, a descida do útero, o útero fica ali mais baixo ou, às vezes, a gente pode até num exame ginecológico visualizar esse colo de útero na entrada da vagina. Mas são casos muito específicos em mulheres que já estão em uma certa idade.

Existem tratamentos que fazem ou alguma coisa que eu posso fazer para melhorar o meu vigor vaginal? Bom, se você sente que está incômodo, você não está feliz com a situação. Durante a relação sexual, existem exercícios que melhoram essa condição, são os exercícios de Kegel, onde você vai trabalhar a musculatura da região vaginal. E como é esse exercício, por exemplo, o movimento que você vai fazer é aquele que faz quando você está no banheiro fazendo xixi. E quando você dá aquela segurada, você dá aquela segurada na urina. Aí você conta até dez e solta essa musculatura vaginal. Você vai fazer esse exercício, pode ser enquanto estiver fazendo xixi, mas você pode fazer enquanto não estiver fazendo xixi também. Quando você está sentada trabalhando, então faz aquela forcinha e região de baixo ventre como se fosse segurar o xixi e solta e pode fazer esse exercício várias vezes ao dia que ele realmente ajuda muito nessa força, nessa musculatura vaginal. Outro tratamento que pode ser feito é com laser, o laser melhora muito esse atrofismo da vagina. Ele tem uma afinidade por água, então ele trabalha muito essa musculatura; como a vagina é uma região mais úmida, ele age muito nessa musculatura vaginal e com isso algumas mulheres que não têm tantos sintomas de vagina mais apertada. Elas acham que melhora o relacionamento por causa do laser e tem realmente alguns estudos que mostram que melhora a qualidade da relação nesses casos.

Então, se você tem esses sintomas, procure seu ginecologista, converse e tire suas dúvidas. Se você gostou do nosso vídeo, inscreva-se no nosso canal e ative as notificações!

Problemas estéticos

As queixas estéticas vaginas são preocupações com a aparência da vagina que podem ser motivadas por fatores psicológicos, culturais ou sociais. Algumas mulheres podem sentir-se insatisfeitas com a aparência da vagina por razões como excesso de pele, cor ou formato dos lábios menores ou maiores, ou por ter uma vagina que eles acham que é muito larga ou apertada. Embora essas preocupações possam ser importantes para as mulheres que as experimentam, elas geralmente não são consideradas problemas médicos. No entanto, se as preocupações estéticas estiverem afetando significativamente a qualidade de vida de uma pessoa ou se estiverem causando problemas de saúde, como dor ou incômodo durante o sexo, então essas questões podem ser consideradas problemas médicos e devem ser abordadas pelo médico ou por um profissional de saúde mental. 

Tipos anatômicos de vagina
Visão artística das mais variadas formas de vaginas

Alguns procedimentos estéticos, como a cirurgia de redução de lábios menores, podem ser realizados para abordar problemas estéticos vaginais, mas é importante lembrar que esses procedimentos podem ter riscos e complicações e devem ser cuidadosamente considerados antes de serem realizados.

Tratamentos estéticos íntimos

Existem alguns tratamentos estéticos íntimos que podem ser realizados na região vaginal, como a labioplastia, que reduz ou remodela os lábios vaginais, a ninfoplastia, que trata o excesso de tecido no clitóris, e a vaginoplastia, que melhora a tonalidade e a elasticidade da vagina. Outros tratamentos incluem a clareamento genital, que reduz a pigmentação escura da área genital, e a aplicação de laser ou radiofrequência para melhorar a aparência e a sensação da região vaginal. É importante lembrar que esses procedimentos devem ser realizados por um profissional capacitado e após uma avaliação médica criteriosa.

Os tratamentos íntimos estéticos são procedimentos realizados para melhorar a aparência da vulva e da vagina. Eles incluem clareamento de áreas escurecidas da vulva, tratamento de cicatrizes e foliculites, melhora da aparência dos lábios vaginais, tratamento de ressecamento vaginal e aperto do intróito vaginal para melhorar a performance sexual. Esses tratamentos podem ser realizados com cremes, medicamentos ou lasers específicos. É importante lembrar que esses procedimentos podem ter riscos e complicações e devem ser cuidadosamente considerados antes de serem realizados.

Olá! Você sabia que existem tratamentos íntimos estéticos para a área da vulva e da vagina? Sim! Esses tratamentos já existem e estão sendo amplamente indicados pelos ginecologistas.

Quais tipos de tratamento a gente tem para a vulva e pra vagina? A gente tem os clareadores da região da vulva. A gente vê que muitas mulheres, por conta de depilação com cera, ficam com essa região de vulva mais escurecida, que é uma característica da cera quente na pele. A cera vai queimando a pele e ela vai ficando de uma coloração mais escurecida. O laser, a depilação a laser, quando não é feita corretamente, também pode manchar a pele, pode escurecer essa pele. Além disso, cicatrizes, foliculites, que ficam aqueles cistos que formam, que as mulheres acabam espremendo, formando cicatrizes. Tudo isso pode ser tratado!

Então, um clareamento pode ser feito e ele pode ser feito com clareamento químico, com alguns tipos de cremes e medicações, ou clareamento físico com uso de lasers específicos para essa região. Além de clareamento de vulva, a gente pode melhorar a característica dos grandes lábios vaginais. Muitas mulheres aparecem no consultório com a dúvida e me mostram: “Será que a minha vagina é normal, não é normal, se tem um formato normal?” Na verdade, não existe um formato padronizado para os tipos de vagina, na verdade existem vários tipos de vagina, os grandes lábios maiores que fecham os pequenos lábios ou os pequenos lábios que se anteriorizam em frente aos grandes lábios. Isso não quer dizer que é errado, que não é uma característica da vagina. Existem vários tipos de vagina, mas tem os padrões que as mulheres preferem.

Então, se ela está se sentindo incomodada com o aspecto da vulva e do intróito vaginal, tem como melhorar? Tem! Hoje em dia, a gente tem laser que retifica essa pele, que tira as rugosidades e o aspecto fica realmente muito bom, para quem se incomoda com isso. Além disso, o laser é utilizado também para diminuir os pequenos lábios, sem mexer na funcionalidade do clitóris.

Além disso, a gente pode tratar as questões de melhora da mucosa vaginal. Então, são mulheres que acham que, na relação, ela não está sentindo tanto prazer, então ela quer melhorar esse intróito vaginal, quer fechar um pouco a vagina para melhorar a performance sexual. Então, o laser também, os lasers de herbium, eles também ajudam muito nessa questão da musculatura e eles causam um fechamento desse intróito, melhorando a atividade sexual.

Mulheres pós-parto, que têm muito ressecamento vaginal ou mulheres na menopausa que também têm esse ressecamento vaginal. O laser é muito utilizado para tratar a mucosa e melhorar a lubrificação. A ninfoplastia, que é a cirurgia da correção dos pequenos lábios, ela também é feita pelo ginecologista e ela pode ser feita também com laser. Existem lasers específicos com uma boa técnica e uma cicatrização excelentes.

Converse com seu ginecologista, ginecologista também faz a parte estética. Se você gostou do nosso vídeo, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação!

A cirurgia plástica vaginal é um procedimento ginecológico que tem sido procurado por muitas mulheres no Brasil. Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o segundo país no mundo em procedimentos estéticos, perdendo apenas para os Estados Unidos. A mulher brasileira é muito vaidosa e procura procedimentos estéticos para melhorar a autoestima e o bem-estar. A cirurgia de diminuição dos pequenos lábios, conhecida como ninfoplastia ou labioplastia, é uma das cirurgias estéticas mais procuradas pelas mulheres no Brasil. Ela é indicada quando os pequenos lábios são grandes na visão da mulher ou causam desconforto durante atividades físicas ou relações sexuais. A cirurgia devolve a autoestima para a mulher e é simples de ser realizada, mas é importante lembrar que não existe um tipo de vulva ideal e que cada mulher tem uma vulva diferente. É importante conversar com um ginecologista antes de decidir fazer a cirurgia.

Cirurgia plástica vaginal: você sabe que existe? Meu nome é Juliana Amato, eu sou ginecologista aqui do Instituto Amato e hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre essa cirurgia ginecológica que muitas mulheres estão procurando nos consultórios ginecológicos.

Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o segundo país no ranking de cirurgia plástica no mundo. Cirurgia plástica e procedimentos estéticos, o Brasil só perde para os Estados Unidos. E você, sabia que o Brasil está em primeiro lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos em mulheres mais jovens? A mulher brasileira é muito vaidosa e ela procura por procedimentos estéticos para melhorar sua autoestima e seu bem-estar.

E você, sabe quais são as cirurgias estéticas mais procuradas pelas mulheres no Brasil? São a lipoaspiração e a cirurgia de mama. Tanto a colocação de próteses mamárias quanto a retirada e o remodelamento estão muito em alta. Hoje, também as mulheres retiram as próteses que colocaram no passado e fazem um enxerto da própria gordura nessa região para manter as mamas mais firmes e maiores.

E tem aumentado muito no consultório ginecológico a procura pela cirurgia dos pequenos lábios, que é chamada de ninfoplastia ou labioplastia. Então, é sobre isso que nós vamos conversar um pouquinho hoje. A cirurgia para diminuição desses lábios é indicada quando os pequenos lábios são grandes na visão da mulher ou machucam quando usam determinado tipo de roupa, ou seja, uma roupa um pouquinho mais apertada, um shorts. Quando vai andar de bicicleta incomoda ou machuca, às vezes, na relação sexual, quando eles estão um pouquinho maior também, eles podem machucar e incomodar na hora da relação. E isso traz um desconforto para a mulher, às vezes, ela pode ficar até um pouco desconfortável com o parceiro de ter esses pequenos lábios maiores. Além também de às vezes, atrapalhar na hora da higienização dessa área.

Então, a gente pode fazer esse tipo de cirurgia e tem sido muito utilizada no Brasil. Algumas mulheres ainda sofrem com esse problema e elas têm um pouco de receio de chegar nos seus ginecologistas e conversar sobre isso, às vezes por vergonha, às vezes por serem mais tímidas. Mas o ideal é que você converse com seu ginecologista, pois essa cirurgia devolve a autoestima para a mulher. Que ela é uma cirurgia simples de ser realizada.

Mas eu quero salientar aqui que não existe um tipo biotipo de vulva ideal, cada mulher tem uma vulva diferente. Ela pode ter os lábios um pouquinho maiores ou menores, os pequenos lábios nunca são simétricos, então sempre tem uma assimetria de um lado maior que o outro. Então, essa avaliação, nessa conversa com seu ginecologista tem que ser muito individualizada, porque cada mulher tem uma vulva diferente e as expectativas de cada uma também são diferentes.

Quando o médico avalia essa região, ele tem que ter um olhar estético. E ele tem que compreender quais são as queixas da mulher, para juntos conversarem sobre quanto ele vai tirar de um lado, quanto ele vai tirar do outro, o que vai ficar harmonioso. Em toda a cirurgia estética, o que a gente tem que prezar é a harmonia e sem exageros. Nada que é exagerado fica legal.

O que muitas mulheres não sabem é que a vulva também envelhece, por isso que é importante uma conversa com seu ginecologista. Quando vai passando o tempo, a pele do nosso rosto vai ficando mais flácida, essa pele vai caindo, a gente não vai ter mais essas dobras, a flacidez no corpo, a perda do contorno facial, as ruguinhas que vão aparecendo e a gente começa a fazer procedimentos estéticos para melhorar a qualidade dessa pele. Pois bem, na vulva é igualzinho, a pele da vulva vai perdendo firmeza, ela vai perdendo aquela gordurinha que tornava ela mais firme. A vulva também enruga e ela também cai, essa pele cai.

Então, uma avaliação é muito importante, porque existem vários tratamentos para melhorar essa pele dessa vulva. Então, muitas vezes, quando a gente vai analisar uma vulva, a gente olha: os pequenos lábios estão grandes? Sim, mas já é uma mulher que já tem uns 45, já tem uns 50 anos, já teve filhos, então essa vulva já está mais murchinha, ou, às vezes, são mulheres que emagreceram muito e assim como emagrece e fica a pele sobrando, na região da vulva também fica.

Então, muitas vezes, quando a gente olha uma vulva nessas condições, dá pra gente pensar em fazer um preenchimento. E esse preenchimento dessa região que já está vazia dá um aspecto diferente para a vulva e, às vezes, os pequenos lábios já deixam de incomodar, porque essa região já está mais preenchida por preenchedores mesmo. Os mesmos preenchedores que a gente usa no rosto, a gente pode usar um tipo de preenchedor específico para a área da vulva.

Além disso, assim como a pele do rosto, onde a gente faz um day care diário com uso de cremes, de estimulantes e clareadores, para a região da vulva, a gente também tem esse tipo de tratamento. Então, a gente trata também as características dessa pele para manter um turgor melhor e uma hidratação melhor. Existem peelings, que a gente pode fazer para clarear essa região.

Então, essa área da estética não é muito ampla, mas, lógico, quando tem indicação de cirurgia, ela deve ser realizada. Então, esse vídeo é mais para a gente conversar sobre a importância da conversa com seu médico e de uma avaliação individualizada, pois cada mulher é única.

Vamos lá! Recebo algumas perguntas de como é realizado essa cirurgia de labioplastia. Ela é realizada em consultório, aqui na Amato, a gente faz no centro cirúrgico, porque a gente, o hospital dia e a gente tem essa facilidade. A anestesia pode ser sedação com anestesia local e a cirurgia dura, em média, 40 minutos a 1 hora. Como ela é realizada? A gente retira um pedaço dos pequenos lábios, esse pedaço varia de mulher para mulher, a gente faz uma medição quanto que a gente vai deixar de tecido e quanto pode ser retirado. Essa medição é diferente de cada lado, pois como eu falei, os lábios são assimétricos.

A cirurgia a gente pode fazer por laser ou por um bisturi de radiofrequência. E tem pontos? Sim, tem pontos. Mas nesses pontos, eles não são retirados. Eles são pontos realizados com os fios absorvíveis que o corpo mesmo absorve. Então, não tem a retirada de pontos no pós-operatório.

Quando acaba a cirurgia, a mulher vai para a sua recuperação pós-anestésica. Ela vai começar a fazer gelo no local. Por quê? Porque nos três primeiros dias, essa vulva vai inchar. Ela vai inchar porque foi manipulada, porque foi retirado um pedaço dela. Então ela incha, ela vai ficar bem inchadinha. Então o gelo ajuda a não inchar tanto com isso, melhorar a cicatrização.

Então, para retornar ao trabalho depois de três dias, em casa durante esse período, vai fazer essas bolsas de gelinho a cada 4 ou 6 horas. E quais são os cuidados que você deve ter em casa? Os cuidados são na hora de ir ao banheiro e fazer xixi. Não pode passar o papel higiênico porque você vai estar com os lábios com uns pontinhos. Então vai ficar uma área que ainda vai estar cicatrizando. Então, esse papel higiênico, por ele ser mais áspero, você pode puxar um pontinho. Você pode atrapalhar na cicatrização. Então, o ideal é que você lave a região e, com uma toalhinha bem macia, você seque.

E para ter relações sexuais? Para ter relações sexuais, a partir de 30 dias pós-cirurgia. Lembrando que nos 3 primeiros dias, o inchaço é um pouquinho maior. Mas para você ver um resultado melhor dessa cirurgia, para você ver o resultado final, cerca de 40 dias pós-cirurgia, com 21 dias pós-cirurgia, a região da vulva já está bem menos inchada. Você já consegue ver a cicatrização como é que ficou, tudo bonitinho, mas tem que esperar para ter essa relação sexual.

E se você se interessou por essa cirurgia, se você quiser tirar mais dúvidas, entra em contato com a gente. E se você gostou desse vídeo, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação!

Curiosidades sobre a vagina

Vamos conhecer agora algumas curiosidades interessantes sobre a vagina?

  • A vagina é um canal muscular, elástico, que se adapta ao pênis e ao corpo do bebê durante o nascimento. Por isso, não fica “frouxa” ou “larga”, como muitas pessoas pensam.
  • Existem formatos, tamanhos e cores diferentes de vulva;
  • A vagina é autolimpante. Portanto, não há necessidade de lavagens internas;
  • O cheiro característico da vagina é normal e varia de acordo com a menstruação, o antes e o depois dessa fase;
  • Por ser um canal muscular, a vagina é exercitável, o que favorece o ato sexual e reduz o risco de disfunções urinárias;

Conhecer o nosso corpo é muito importante para que a mulher tenha domínio sobre ele e saiba como tudo funciona. Diante de algum sinal que indique um problema de saúde é fundamental procurar orientação de um ginecologista, principalmente quando a mulher está buscando uma gravidez.

veja também: como o espermatozóide chega ao óvulo

Neste vídeo, a ginecologista Juliana Amato aborda cinco lições do dia a dia para lidar com corrimento vaginal. Ela explica que o corrimento pode ser causado por infecções fúngicas, bacterianas ou pelo período do ciclo menstrual. Algumas dicas para lidar com diferentes tipos de corrimento incluem:

1. Entender que a secreção transparente durante o período ovulatório é normal e não um corrimento.
2. Saber que um corrimento esbranquiçado antes da menstruação pode ser comum, mas deve ser observado para possíveis sinais de candidíase.
3. Procurar um médico se houver secreção amarelada, esverdeada ou com odor desagradável, pois isso pode indicar uma infecção.
4. Ficar atento às secreções com raias de sangue e procurar um médico para avaliação de possíveis lesões no colo do útero.
5. Entender que algumas mulheres têm uma secreção vaginal aumentada, que não é patológica, mas sim fisiológica.

Juliana Amato enfatiza a importância de consultar um médico e evitar receitas caseiras encontradas na internet. Ela encoraja as mulheres a se inscreverem no canal e ativarem as notificações para receber mais vídeos sobre saúde feminina.

Olá, meu nome é Juliana Amato, ginecologista obstetra no Instituto Amato. Vamos conversar um pouco hoje sobre cinco lições do dia a dia para lidar com corrimento vaginal. Nós, que somos mulheres, sabemos que o corrimento vaginal é muito frequente, pode ser por uma infecção ou não; pode ser por uma infecção fúngica, bacteriana ou só pelo período do ciclo menstrual. Então, tem umas lições básicas, algumas dicas de como a gente se cuida a respeito de cada tipo de corrimento.

É muito comum no meio do ciclo menstrual a gente ter o corrimento, que não é bem um corrimento, é mais uma secreção parecendo um muco transparente. Essa secreção não é um corrimento, ela é a secreção que ocorre no período ovulatório. E por que a gente tem essa secreção no período ovulatório? Para facilitar, se tiver relação, naquele momento, os espermatozoides acenderem pelo trato reprodutivo e ocorrer a fertilização dentro do útero com o espermatozoide.

Outros tipos de corrimento ou de secreção que podem ocorrer antes da menstruação, uma semana antes, podem ter um corrimento mais esbranquiçado, parecendo leite, uma coisa mais leitosa. É comum. Se não vier associado a outros sintomas, então pode ser que ocorra, que venha a sujar a calcinha. Porém, tem que se preocupar se tiver um prurido associado, uma coceira, e o inchaço na região de vulva. Isso pode levar a crer que seja uma candidíase, ou seja, a proliferação deste fungo na vagina nesse período.

E por que ocorre antes da menstruação? Antes da menstruação, a gente tem uma pequena queda da imunidade, vai trocando o pH vaginal, e esse fungo pode se proliferar, dando essa candidíase. O que é o ideal fazendo essa fase? Se tiver com esse corrimento não exacerbado, o ideal é que se use o sabonete de pH neutro líquido, ou mesmo é associar no banho o vinagre de maçã nessa região para manter esse pH. Porque depois que a menstruação vier, o pH vai alterar de novo, e aí essa sensação vai mudar, essa cândida vai diminuir porque não vai estar mais no pH ideal dela.

Outra dica importante em relação ao corrimento: se você estiver com uma secreção amarelada ou uma secreção mais esverdeada ou acinzentada, ou que tenha um cheiro que não seja muito agradável, isso leva a crer que pode ter uma infecção. Então, não espere para procurar o seu ginecologista, já marque a sua consulta para ser avaliada. Porque alguns tipos de infecção podem piorar e acender pelo trato reprodutivo, infeccionar trompas, ovários e, mais para frente, se não tratada corretamente, pode levar até infertilidade.

Secreções que têm raias de sangue: às vezes você vai ao banheiro, vai se limpar, e vê que tem essa secreção que tem um pouquinho de sangue. O ideal é você perceber se teve relação naquele dia; se teve, pode ser por causa da relação, e se não teve, pode ser alguma ferida de colo de útero, alguma lesão em colo de útero. Então, ideal também é marcar um ginecologista para ser avaliada. Às vezes, é uma lesão em colo de útero que tem que ser cauterizada ou fazer uma biópsia dessa lesão de colo. Então, é importante atentar para esses sintomas.

Tem mulheres que no consultório chegam e falam: “Doutora, eu tenho um corrimento que me persegue a vida inteira. Eu trato, eu passo no médico, eu trato, melhora dois dias e volta. Aí eu mudo de médico, o médico me avalia, me dá outro creme vaginal para eu usar, eu trato tudo direitinho, dali dois e três dias volta. Então, eu estou vindo aqui para uma terceira, quarta, quinta opinião para ver porque que esse corrimento não está parando.”

Tem mulheres que têm uma secreção vaginal aumentada, uma lubrificação vaginal aumentada, o que não quer dizer que é um corrimento, que não é patológico, é fisiológico, é dela própria. Não tem coloração, não tem cheiro, não possui características de uma infecção. Então, se você for trocando de médico e reclamar do mesmo sintoma todas as vezes, cada um vai achar que aquela secreção não é normal para você e vai acabar te passando um creme vaginal, um tratamento que vai diminuir um pouquinho essa secreção nesse período. Mas ela vai voltar, porque é uma coisa normal, faz parte do seu organismo.

Então, se você tem essa secreção, que você passa várias vezes em vários médicos, já fez vários tipos de exame e não tem nenhuma infecção diagnosticada, nenhuma patologia, é sua fisiologia. Fique tranquila, não precisa fazer nada. O importante é sempre tirar as suas dúvidas com seu médico. Receitas de internet muitas vezes não são tão boas. Na internet, a gente acha de tudo: a gente acha bom, a gente acha ruim, a gente acha de tudo um pouco. Então, o ideal é que marque uma consulta com seu ginecologista e tire todas as dúvidas, seja orientado para sua boa saúde vaginal, sexual e da mulher.

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Dra. Juliana Amato

Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).

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