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A vagina

A vagina

A vagina é o órgão sexual feminino muito importante para a vida íntima e reprodutiva da mulher. Apesar disso, muitas mulheres não sabem identificá-la e não conhecem a sua função. Veja a seguir o que é a vagina, qual é o seu papel e quais doenças podem afetá-la impedindo a fecundação e causando infertilidade.

Sumário

O que é a vagina?

A vagina (do latim vagĭna, lit. “bainha”) é um canal muscular do órgão sexual feminino dos seres humanos. 

É uma parte importante do aparelho reprodutor feminino, que se estende do colo do útero (parte interna do útero) à vulva, onde ficam os órgãos genitais externos. Esse canal mede cerca de 8 cm de comprimento e 2,5 cm de diâmetro.

A parte de fora da vulva é denominada vestíbulo vaginal. Lá, existem dois orifícios: orifício urinário (uretra) e o orifício genital (vagina). A uretra é o orifício por meio do qual o xixi é liberado pelo organismo, uma vez que está ligada à bexiga.

Quando usamos um espelho entre as pernas estamos vendo, na verdade, a região da vulva. E, ao abrirmos os lábios vaginais, conseguimos ver a entrada do canal vaginal.

A vulva é dividida em cinco partes. São elas:

  • Clitóris: órgão relacionado ao prazer da mulher;
  • Hímen: membrana que fica logo na entrada da vagina;
  • Parede vaginal: são as duas paredes do canal vaginal;
  • Glândulas de Bartholin: glândulas responsáveis pela lubrificação vaginal;
  • Colo do útero: é o final da vagina, onde também começa a abertura do colo.
Vagina

Qual a função da vagina?

A função reprodutiva da vagina consiste em:

  • Receber o pênis durante o coito, ou ato sexual;
  • Dar saída ao feto no momento do parto;
  • Além de expulsar o conteúdo menstrual. 

É por meio do canal vaginal que o espermatozoide chega até o óvulo e faz a fecundação necessária para que um bebê seja gerado.

A vagina é, inicialmente, protegida somente pelo hímen, uma membrana fina com algumas perfurações que permitem a saída do sangramento menstrual. Na primeira relação sexual da mulher, o hímen é rompido, causando um pequeno sangramento. 

A cada lado da abertura externa da vagina humana há duas glândulas pequenas, chamadas Glândulas de Bartholin, secretoras de um muco lubrificante. Esse muco é que deixa a relação sexual mais agradável, também favorece o trajeto do espermatozoide até o óvulo e mantém a região úmida naturalmente.

Doenças vaginais e a sua relação com a fertilidade feminina

Como vimos, a vagina está diretamente ligada à concepção feminina. Por isso, qualquer alteração biológica pode interferir na fecundação e dificultar a tão sonhada gravidez. A seguir, os principais sintomas e doenças que afetam a vagina.

Secreção vaginal

A secreção vaginal alterada está entre os sintomas mais comuns de doenças sexuais e de inflamações perigosas, que podem estar associadas à infertilidade. O principal sinal de que algo não vai bem é o cheiro forte e incômodo dessa secreção.

Lembrando que a secreção vaginal é absolutamente normal e comum a todas as mulheres. Inclusive, durante o período fértil, o muco vaginal se intensifica, ganhando também mais viscosidade. Contudo, precisa ser transparente ou viscoso e com cheiro típico, sem alterações.

Tricomoníase

Em casos onde a secreção é resultado de alguma doença sexualmente transmissível (DST), a doença mais comum é a tricomoníase. Os principais sintomas são corrimento de cheiro muito forte e cor meio amarelada e meio verde, coceira vaginal e dor ao urinar. Nos homens, os sintomas não são aparentes.

A tricomoníase é causada por um protozoário e o tratamento é feito à base de antibióticos orais, indicados para o casal e não só para a mulher afetada pela doença.

Clamídia

Dentre as muitas doenças sexualmente transmissíveis, o perigo maior está no fato da mulher contrair clamídia, que causa infertilidade. 

A doença quase não apresenta sintomas, mas pode provocar grave infecção uterina, chamada de cervicite, que atinge as trompas e causa obstrução tubária. 

Outros possíveis sintomas são dores abdominais, dor ao urinar e durante a relação sexual, febre e menstruação irregular.

O tratamento da clamídia também envolve o uso de antibióticos, sempre prescritos pelo médico. Durante a gravidez, a mulher contaminada precisa ser acompanhada mais de perto pelo obstetra.

Candidíase

A candidíase é uma doença causada por um fungo e pode atingir a vagina, a vulva, a pele e, até, a boca. Os principais sintomas são manchas brancas, coceira na região íntima, vermelhidão, corrimento esbranquiçado, dor ao urinar e desconforto durante a relação sexual.

Uma consequência da candidíase é a alteração do pH vaginal, que pode ocasionar um ambiente hostil para os espermatozoides, na maioria das vezes. 

Além disso, durante o tratamento com uso de antifúngicos e cremes vaginais, os espermatozoides terão ainda mais dificuldades de movimentação para chegar ao óvulo

Após o tratamento da candidíase, qualquer dificuldade que poderia estar dificultando a gravidez terá desaparecido.

Gonorreia

A gonorreia também é uma doença sexualmente transmissível ou que passa da mãe para o bebê durante a gestação, podendo afetar homens e mulheres. Quando não é tratada, a gonorreia pode levar à infertilidade ou a uma gravidez ectópica, ou seja, quando o embrião se aloja fora da cavidade uterina.

Os principais sintomas da gonorreia são secreção no pênis ou na vagina, dor ao urinar, dor nos testículos e dor pélvica. Em alguns casos, a gonorreia não apresenta sinais, o que aumenta as chances de contaminação entre pessoas com múltiplos parceiros.

O tratamento da gonorreia consiste no uso de antibióticos prescritos pelo médico.

Vaginismo

O vaginismo é uma outra condição que dificulta a concepção:  os músculos vaginais de uma mulher se contraem involuntariamente, sempre que qualquer abordagem é feita em sua vagina. 

Este espasmo é muitas vezes tão doloroso que a relação sexual é impossível, e essa condição às vezes dura por anos. É uma dificuldade sexual mais comum do que se imagina e pode afetar as relações afetivas de suas portadoras. 

De todas as disfunções sexuais é, em alguns casos, uma das mais fáceis de se resolver, pois o tratamento é através de técnicas físicas que a própria paciente pode fazer com a orientação médica adequada.

Curiosidades sobre a vagina

Vamos conhecer agora algumas curiosidades interessantes sobre a vagina?

  • A vagina é um canal muscular, elástico, que se adapta ao pênis e ao corpo do bebê durante o nascimento. Por isso, não fica “frouxa” ou “larga”, como muitas pessoas pensam.
  • Existem formatos, tamanhos e cores diferentes de vulva;
  • A vagina é autolimpante. Portanto, não há necessidade de lavagens internas;
  • O cheiro característico da vagina é normal e varia de acordo com a menstruação, o antes e o depois dessa fase;
  • Por ser um canal muscular, a vagina é exercitável, o que favorece o ato sexual e reduz o risco de disfunções urinárias;

Conhecer o nosso corpo é muito importante para que a mulher tenha domínio sobre ele e saiba como tudo funciona. Diante de algum sinal que indique um problema de saúde é fundamental procurar orientação de um ginecologista, principalmente quando a mulher está buscando uma gravidez.

veja também: como o espermatozóide chega ao óvulo

Você tem problemas ou dúvidas quanto a corrimento vaginal? Sou a Dra. Juliana Amato Ginecologista, Obstetra e chefe da Reprodução Humana do Instituto Amato e hoje vou falar um pouquinho sobre esse assunto, que incomoda tanto as mulheres. Vamos ver o vídeo?

o olá meu nome é juliana matos  ginecologista obstetra no instituto  amato vamos conversar um pouco hoje  sobre cinco lições do dia a dia para  lidar com corrimento vaginal nós que  somos mulheres sabemos que o corrimento  vaginal ele é muito frequente pode ser  por uma infecção ou não pode ser por uma  infecção fúngica bacteriana ou só pelo  período do ciclo menstrual tão que tem  umas lições básicas algumas dicas de  como a gente se cuida a respeito de cada  tipo de corrimento é muito comum no meio  do ciclo menstrual a gente ter o  corrimento que não é bem um corrimento é  mais uma secreção parecendo um muco  transparente essa secreção ela não é um  corrimento ela é a secreção que ocorre  no período ovulatório e por que a gente  tem essa secreção no período ovulatório  para facilitar se tiver relação na que  um dos espermatozoides acenderem pelo  trato reprodutivo e ocorrer a  fertilização dentro do útero com o  espermatozoide outros tipos de  corrimento ou de secreção que pode  ocorrer antes da menstruação uma semana  antes pode ter um corrimento mais  esbranquiçado parecendo leite uma coisa  mais leitosa é comum é comum se não vier  associado a outros sintomas então pode  ser que ocorra que venha a sujar a  calcinha porém tem que se preocupar se  tiver uma um prurido associado uma  coceira é o inchaço na região de vulva  isso pode levar a crer que seja uma  candidíase ou seja a proliferação deste  fungo na vagina nesse período e por que  ocorre antes da menstruação antes da  menstruação  oi gente tem uma pequena queda da  imunidade vai trocando o ph vaginal e  essa esse fungo ele pode se proliferar  dando essa candidíase o que é o ideal  fazendo essa fase se tiver com esse  corrimento não esteja exacerbado o ideal  é que se use o sabonete ou de ph neutro  líquido ou mesmo é associar no banho o  vinagre de maçã nessa região para manter  esse ph porque depois que a menstruação  viel ph vai alterar de novo e aí essa  sensação vai mudar essa cândida ela vai  diminuir porque não vai estar mais no ph  ideal dela outra dica importante em  relação à corrimento se você estiver com  uma secreção amarelada ou uma secreção  mais esverdeado ou acinzentado  o que tenha um cheiro que não seja muito  agradável isso leva a crer que pode ter  uma infecção então não espere para  procurar o seu ginecologista já marque a  sua consulta para ser avaliada por que  alguns tipos de infecção elas podem  piorar e acender pelo trato reprodutivo  infeccionar trompas ovários e mais para  frente se não tratada corretamente pode  levar até infertilidade secreções é que  tem raias de sangue às vezes você vai ao  banheiro vai se limpar ver que tem essa  secreção que tem um pouquinho de sangue  o ideal é você é perceber se teve  relação naquele dia se teve pode ser por  causa da relação e se não teve pode ser  alguma ferida de colo de útero alguma  lesão em colo de útero então ideal  também é marcar um ginecologista para  ser avaliada às vezes é uma é uma lesão  em colo de útero que tem que ser tá  me dá o cauterizada ou fazer uma biópsia  dessa lesão de colo então é importante  atentar para esses sintoma tem mulheres  que no consultório chegam e falam  doutora eu tenho um corrimento que me  persegue a vida inteira eu trago eu  passo no médico eu trato melhor os dois  dias e volta aí eu mudo de médico o  médico me avalia me dá outro creme  vaginal para eu usar eu trato tudo  direitinho dali dois e três dias volta  então eu estou vindo aqui para uma  terceira quarta quinta opinião para ver  porque que esse esse corrimento ele não  tá parece tem mulheres que tem uma  secreção vaginal aumentada uma  lubrificação vaginal aumentada o que não  quer dizer que é um corrimento que não é  patológico é fisiológico é dela própria  não tem coloração não tem cheiro não  possa  e não tem características de uma  infecção então se você for trocando de  médico e reclamar da mesma do mesmo  sintoma todas as vezes cada um vai achar  que aquela secreção não é normal para  você e vai acabar te passando um creme  vaginal um tratamento que vai diminuir  um pouquinho essa secreção nesse período  mas ela vai voltar porque é uma coisa  normal eh eh faz parte do seu organismo  então se você tem essas essa secreção  que você passa várias vezes em vários  médicos traga já fez vários tipos de  exame e não não tem nenhum nenhuma  infecção diagnosticada nenhuma patologia  é sua fisiologia fique tranquila não  precisa fazer nada o importante é sempre  tirar as suas dúvidas com seu médico  receitas de internet muitas vezes não  são tão boas né na internet a gente acha  de tudo a gente se acho bom a gente  achou ruim  oi gente acha de tudo um pouco então o  ideal é que marque uma consulta com seu  ginecologista e tire todas as dúvidas  seja orientado para sua boa saúde  vaginal sexual e da mulher se você  gostou do nosso vídeo inscreva-se no  canal dê o seu like e ative o sininho de  notificação para receber mais vídeos e  e aí  

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Dra. Juliana Amato

Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).

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