Qual é o período mais fértil para engravidar?

Período fértil para engravidar

Saber qual é o período mais fértil para engravidar é importante para que a mulher aumente as chances de uma gestação. No entanto, nem todas as mulheres realmente sabem quais são os seus dias férteis ou se confundem com várias orientações diferentes. Se você também tem essa dúvida, veja a seguir como calcular o seu período fértil e como tirar melhor proveito dele.

O que significa período fértil?

O período fértil é o momento em que o corpo da mulher está propício para que ocorra uma fecundação. Ou seja, para que o gameta masculino (espermatozoide) encontre o gameta feminino (óvulo) e, dali, seja gerado um bebê. É o que também chamamos de ovulação.

Enquanto os homens não precisam se preocupar com período fértil, pois produzem espermatozoides o tempo inteiro, as mulheres devem ficar atentas. Esta fase acontece uma vez durante o mês, por volta da metade do ciclo menstrual e dura poucos dias.

A cada ciclo, um óvulo é liberado, podendo permanecer ativo por até 24 horas. Se for penetrado por um espermatozoide, temos o início de uma gravidez. Caso não seja fecundado, este óvulo se degenera e é liberado junto com a menstruação.

Com essa explicação fica mais fácil compreender a importância de identificar o período fértil para, a partir de então, manter relações sexuais e aumentar as chances de engravidar.

Período mais fértil para engravidar: como calcular

Como dissemos, o período fértil compreende o período ovulatório que, na maioria das mulheres, ocorre a partir do 12° até o 16° dia do ciclo menstrual.

Contudo, essa não é uma regra válida para todas as mulheres, já que os ciclos menstruais podem variar bastante. Vejamos alguns exemplos:

Uma mulher que tem um ciclo menstrual regular de 28 dias, tem o período fértil entre o 10° dia e o 14° dia do ciclo. Caso queira engravidar, deve manter relações sexuais com seu parceiro dentro dessa fase, de preferência em dias alternados, ou seja, um dia sim e outro, não.

Já uma mulher que possui um ciclo menstrual mais curto, de 20 ou de 25 dias, não vai ter o seu período fértil entre o 10° e o 14° dia. Nessa situação, ela tem que puxar um pouco mais pra trás. Assim, o seu momento mais fértil vai ser entre o 8° e o 10° dia. É o melhor momento para ter relações sexuais e conseguir fecundar o óvulo.

Também existem aquelas mulheres com ciclos mais longos, que duram de 30 a 35 dias. Nesse caso, ela deve jogar a contagem um pouco mais pra frente. O seu período fértil deverá compreender o 15° dia até o 19° dia. Nesses dias, é necessário manter relações íntimas também dia sim e dia não.

Período mais fértil para engravidar para quem tem ciclo irregular

O ciclo menstrual começa no primeiro dia da menstruação e termina quando começa o período menstrual seguinte. A mulher que tem o ciclo regular, consegue identificar e calcular facilmente quando será a sua próxima menstruação. Consequentemente, consegue saber o seu período fértil.

Já quem tem um ciclo irregular, não consegue ter uma previsão mais específica da sua próxima menstruação, porque ela não segue um ritmo possível de ser interpretado. Assim, é bem mais difícil prever o período mais propício para uma fecundação.

Nesses casos, o ideal é fazer o cálculo a partir de uma média dos ciclos menstruais dos últimos seis meses. Assim, é possível ter uma certa previsão de quando esta mulher estará ovulando.

Sinais que o corpo apresenta

Outra forma de identificar o período fértil, e que pode ser bem útil para muitas mulheres, é ficar atenta aos sinais que o corpo emite durante essa fase. Apesar de não ser comum a todas as mulheres, muitas delas relatam alterações no organismo durante a fase da ovulação. Os sinais mais comuns são:

Dor

Algumas mulheres relatam dor pélvica no meio do ciclo menstrual. É uma espécie de pontada, também chamada de dor do meio ou dor da ovulação. O incômodo costuma durar um dia ou um dia e meio.

Muco vaginal

O aumento do muco vaginal também é uma reação comum do corpo durante a ovulação. Acontece de a vagina ficar mais úmida, com uma secreção mais grudenta, como uma espécie de gelatina. Caso identifique essa característica, também é viável manter relações sexuais nesse período, sem contraceptivos.

Temperatura

O aumento da temperatura também é muito divulgado como um sinal do corpo quando está ovulando. Contudo, é um sintoma bem mais difícil de ser mensurado por várias razões. A primeira delas é a própria alteração que é muito sutil. A variação da temperatura pode ser de meio grau, causando uma mudança quase imperceptível.

Além disso, essa alteração pode ser causada por uma febre leve, uma mudança de temperatura no quarto, o uso de muitos cobertores, um dia mais quente etc. Ou seja, não é muito confiável. Ainda assim, se preferir, a mulher pode experimentar essa técnica.

O ideal é usar um termômetro para medir a temperatura ainda na cama, antes de colocar os pés no chão.

Teste de ovulação (Teste de LH)

O teste de ovulação tem resultados bastante fidedignos e também é um ótimo indicativo do período fértil da mulher. É um teste encontrado facilmente em farmácias, cujo objetivo é medir a presença do hormônio LH no organismo.

O LH é um hormônio que sofre uma elevação cerca de 24 horas antes da ovulação, sendo muito útil para mulheres com ciclos regulares, facilitando o melhor aproveitamento do período fértil.

É um teste simples e rápido, que usa a urina ou a saliva para detectar a presença desse hormônio em altas quantidades, sinalizando o momento ideal para manter relações sem preservativos, com grandes chances de uma gravidez.

Agora você já sabe qual é o período mais fértil para engravidar, de acordo com o seu ciclo menstrual e também pode ficar atenta aos sinais emitidos pelo seu corpo durante esse período. Em todo caso, não descarte uma consulta com um ginecologista. Ele é o seu aliado na realização desse sonho tão esperado que é a gestação de um filho e pode ajudar você a alcançar esse objetivo.

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Dra. Juliana Amato

Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).