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Síndrome do Ovários Policísticos (SOP) e a Infertilidade

Síndrome dos Ovários Policísticos

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP), é um distúrbio gineco-endócrino que provoca alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários que os aumentam de tamanho.

É doença caracterizada pela menstruação irregular por causa da alta produção do hormônio masculino (testosterona) e consequentemente aparecem cistos nos ovários.

Sua causa ainda não é totalmente esclarecida. Acredita-se que tenha uma origem genética e vários estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que provocaria o desequilíbrio hormonal.

A Síndrome do Ovário Policístico atinge cerca de 7% das mulheres na idade reprodutiva e é a causa mais frequente de infertilidade em mulheres com anovulação crônica.

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e é considerada a causa mais frequente de infertilidade em mulheres que não ovulam/menstruam adequadamente.

É um distúrbio que geralmente se inicia na puberdade, causando um desequilíbrio hormonal lenta e progressivamente. O organismo passa a produzir alguns hormônios em maior quantidade (testosterona), e outros em menor quantidade, favorecendo o aparecimento de cistos no ovário e interferindo no processo de ovulação natural.

Sintomas

Os sintomas podem variar entre as mulheres, porém os mais comuns são:

  • ciclos menstruais irregulares,
  • menor frequência de ovulação normal e
  • dificuldade para engravidar e ter bebê.

Além desses, a síndrome favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e da obesidade.

Em mulheres com Síndrome do Ovário Policístico (SOP) os níveis de hormônios masculinos androgênios (como a testosterona) são produzidos em excesso nos ovários e dificultam a ovulação natural, dificultando a gravidez, seja natural ou artificial. Sinais do excesso de testosterona:

  • crescimento anormal de pêlos nas regiões do baixo ventre, queixo, seios e buço,
  • oleosidade da pele e maior aparecimento de cravos e espinhas,
  • queda de cabelos,
  • aumento de peso e obesidade e
  • manchas na pele, principalmente nas axilas e atrás do pescoço.

Diagnóstico

A causa da Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é desconhecida pela medicina e mas é possível amenizar seus sintomas. O diagnóstico depende de uma avaliação clínica completa, que exclua possibilidades de outros problemas endócrinos com a tiroide ou a glândula supra-renal. O exame de ultrassom sozinho não é suficiente para confirmar a presença da síndrome, por isso, é preciso realizar um conjunto de exames e passar em avaliação médica especializada.

Tratamento

Quando fala-se em tratamento deve-se ter em mente se o objetivo é tratar a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e seus sintomas ou tratar a infertilidade. Ao tratar a SOP, ameniza-se os sintomas, visa regularizar a menstruação e melhorar a qualidade de vida, enquanto que o tratamento da infertilidade causada pela síndrome dos ovários policísticos visa, como objetivo final, engravidar e ter um bebê. Portanto,  tratamento ginecológico da SOP é diferente do tratamento da infertilidade da SOP, e, para isso, é necessário o especialista em reprodução humana.

Essa síndrome pode ser controlada através do uso de medicamentos que variam de acordo com os sintomas da paciente e suas complicações.  Frequentemente é utilizado anticoncepcionais hormonais como pílulas, pois auxiliam na diminuição do hormônio masculino. Para controlar os sintomas da SOP é importante manter uma dieta saudável, especialmente quando a paciente apresenta aumento do peso e também praticar exercícios físicos. 

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e a Infertilidade

Muitas mulheres só descobrem que têm a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) quando tentam engravidar e não conseguem, pois os sintomas nem sempre são exuberantes. Quando a síndrome dos ovários policísticos (SOP) é a única causa de infertilidade do casal, as chances de gravidez são excelentes após a correção do distúrbio ovulatório. Entretanto, essas pacientes podem responder demais à medicação e apresentarem, desconforto no tratamento característico do hiperestímulo dos ovários. Assim, o tratamento de infertilidade das pacientes portadoras da síndrome dos ovários policísticos (SOP) deve ser individualizado, extremamente criterioso e realizado por especialista em reprodução humana. O tratamento ideal pode variar de acordo com o quadro clínico de cada paciente. E, no caso da infertilidade, o especialista pode indicar a indução da ovulação por medicamentos. Boa parte das mulheres portadoras da SOP respondem bem ao tratamento de infertilidade e conseguem engravidar.

Outra alternativa para essas pacientes é a fertilização in vitro (FIV), especialmente quando existem outras causas (fatores masculinos e fatores femininos) que dificultem a gestação além da ovulação comprometida. Outra opção é a cauterização ovariana laparoscópica ou drilling ovariano, que é uma técnica frequentemente criticada pelo risco de formação de aderências e pelo potencial de comprometer a reserva ovariana.

A suspensão do anticoncepcional depois da regularização dos ciclos menstruais aumenta a chance de ovulação natural e gravidez. Quando a portadora da SOP apresenta altos níveis de insulina os médicos usam alguns medicamentos específicos para reduzir a produção dessa substância pelo corpo. 

 

Resumo

Ciclos irregulares, menor freqüência de ovulação e dificuldade para engravidar são características comuns da síndrome dos ovários policísticos (SOP). Esse distúrbio favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, do diabetes tipo 2 e da obesidade. As portadoras da síndrome dos ovários policísticos devem compreender que o tratamento da síndrome pode não ser o mesmo do tratamento da infertilidade e, por isso, o especialista em reprodução humana é essencial nesse processo. A consulta médica especializada é muito importante, apesar de toda boa vontade de seus médicos que a acompanham.

 

Causas da Infertilidade ligadas à Síndrome dos Ovários Policísticos

  • Excesso de hormônios masculinos
  • Distúrbio ovulatório

Possíveis tratamentos 

Leia também

 

 

Fonte: Sirmans SM, et al. Epidemiology, diagnosis, and management of polycystic ovary syndrome. Clinical Epidemiology. 2014;6:1.

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Dra. Juliana Amato: Especialista em Reprodução Humana

Dra. Juliana Amato
Ginecologista, Obstetra. Chefe da Reprodução Humana do Instituto Amato
Tratamento de Infertilidade em Laboratório de Reprodução Humana(11) 5053-2222
Tudo sobre tratamento da infertilidade. Ajuda para Engravidar.
www.fertilidade.org
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