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Gravidez após a Pós-Menopausa: Uma Possibilidade Real através da Fertilização In Vitro

A jornada da maternidade, tradicionalmente vinculada aos anos de fertilidade natural, tem hoje um novo capítulo com os avanços da medicina reprodutiva. A questão se uma mulher pode engravidar após a pós-menopausa traz consigo uma resposta positiva e cheia de esperança graças à Fertilização In Vitro (FIV).

O vídeo discute a possibilidade de uma mulher engravidar durante a menopausa. A menopausa é definida como uma ausência de menstruação devido à falência ovariana, que ocorre geralmente aos 49-50 anos. As chances de engravidar durante a menopausa são extremamente baixas devido à diminuição da reserva ovariana. Contudo, a perimenopausa, período que precede a menopausa, ainda pode resultar em gravidez, embora o risco seja baixo. As mulheres nessa fase precisam ainda tomar precauções se não desejam engravidar, pois as gestações nesta fase da vida são classificadas como de alto risco, com maiores chances de aborto e complicações para a mãe. O uso de anticoncepcionais pode mascarar o início da menopausa, mas é considerado seguro continuar usando até os 50 anos. Após essa idade, sugere-se conversar com um médico sobre reposição hormonal.

Olá! Hoje nós vamos conversar um pouquinho se é possível engravidar na menopausa. Muitas mulheres têm dúvida se nessa fase, elas ainda podem engravidar ou não. Então, vamos conversar um pouquinho e dar algumas definições. A menopausa é a fase aonde a mulher não menstrua mais por causa da falência ovariana. Ela tem a diminuição da sua reserva ovariana. Então, as chances dessa mulher engravidar diminuem muito. Elas não têm uma quantidade adequada de folículos, de óvulos e elas não vão ter mais a menstruação. O que caracteriza a menstruação para a gente são mulheres acima de 49 e 50 anos. Aqui eu estou falando em população geral, lógico que tem mulheres que podem entrar na menopausa um pouco antes do que isso, ou um pouco mais do que isso. Mas ela caracteriza-se pela ausência da menstruação. Então, para a gente definir como menopausa essa mulher, ela tem que estar sem menstruar por pelo menos 1 ano e meio ou dois. Se ela está sem menstruar, se ela já não está com o seu útero e ovário totalmente funcionantes, ela não tem mais a chance de engravidar. Porém, existe uma fase que antecede a menopausa, que é o climatério e esse climatério, a mulher tem menos chance de engravidar, mas ela pode. As mulheres por volta dos 40 a 42 anos, elas entram numa fase de irregularidade menstrual, mais irritabilidade, alteração na sua composição corporal. Ou seja, fica mais difícil perder peso nessa fase. Mas ela ainda tem esses ciclos menstruais, mesmo que irregulares, ela ainda está rolando. Pode ser que em um ciclo menstrual, ela não ovule, no próximo ovule, E com isso ela tem uma chance baixa de gravidez, mas ela tem essa chance de gravidez. Muitas mulheres, quando chegam nessa fase, elas falam assim “Já tive filhos ou já está acima dos 40 anos, então eu não preciso mais usar hormônios. Já usei muito hormônio na minha vida e agora eu vou parar, porque eu acho que eu não vou mais engravidar.” Aqui a gente tem que tomar um pouquinho de cuidado, porque se ela engravidar, vai ser uma gravidez de alto risco, com mais chances de abortamento. Os óvulos nessa fase são óvulos que já passaram por uma alteração, por um envelhecimento próprio da mulher. Ou seja, isso faz parte da natureza da mulher, ela vai ficando mais velha, os óvulos vão ficando mais velhos e, com isso, eles têm menos chances de serem fecundados e quando fecundados, eles têm uma chance de esses embriões não se desenvolveram de maneira adequada. Nessa fase, pode ter uma incidência maior de desenvolvimento de algumas síndromes, se esse embrião se desenvolver. Além disso, a chance de abortamento é muito, muito alta, porque se você tem a fecundação de um óvulo que já não está tão bom, e esse óvulo vai se desenvolvendo no útero, ele não consegue manter um desenvolvimento normal. E aí, ele vai se desintegrar e a mulher pode ter o abortamento. Com isso, a gente tem que pensar também que mulheres acima dessa idade, elas já têm propensão a desenvolver em uma gestação, hipertensão arterial, diabetes mellitus e, com isso, passa a ser um pré natal de alto risco. Então, se você está nessa faixa de idade, o ideal é conversar com seu médico sobre as possibilidades de anticoncepção. Se você não quiser usar o hormônio sobre a possibilidade de usar algum método de barreira sempre quando tiver relação sexual ou mesmo colocar um DIU, ou um DIU hormonal ou um DIU sem hormônio para se proteger nessa fase. Ah, mas você pode me perguntar se eu usar algum método anticoncepcional, como, por exemplo, um comprimido, a pílula. Isso não vai mascarar a minha menopausa? Sim! A gente fica um pouco sem o parâmetro de quando vai entrar na menopausa ou não. Mas os estudos mostram que mulheres usuárias de anticoncepcional, elas podem manter até 50 anos, o uso de um anticoncepcional normal sem o prejuízo de perder a hora da menopausa. Por quê? Porque você vai estar usando um hormônio. E depois, quando você entra na menopausa, o que você vai precisar tomar também? Vai ser outro tipo de hormônio. Mas nessa fase você já vai estar se protegendo da perda da densidade mineral óssea. E mais pra frente, isso vai ter um impacto positivo na sua vida. Não esquecendo que, após essa fase, se você já é usuária, por exemplo, de um DIU hormonal ou de um comprimido anticoncepcional, aos 50 anos, é bom você conversar com a ginecologista, que provavelmente vai retirar essa medicação e já vai conversar sobre uma reposição hormonal propriamente dita. Se você tem alguma dúvida, deixe aqui o seu comentário. Vamos conversar um pouquinho mais sobre o assunto. Vou colocar orientação de outros vídeos sobre assuntos legais, sobre essa fase também. E se você gostou do nosso vídeo, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação!

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O Milagre da Ciência: Fertilização In Vitro Após a Menopausa

A pós-menopausa, definida como o período que segue um ano após a última menstruação, marca o fim do ciclo reprodutivo natural da mulher. No entanto, a FIV emerge como uma ponte valiosa para a maternidade, mesmo após esta fase. Existem, principalmente, duas opções viáveis: recepção de óvulos e recepção de embriões.

Preservação da Fertilidade: Uma Estratégia para o Futuro

O planejamento reprodutivo tem sido um foco crescente, com ênfase na preservação da fertilidade até os 35 anos. Esta prática oferece às mulheres a chance de utilizar seus próprios óvulos para a gravidez posteriormente, mesmo após o fim do período reprodutivo, que pode se encerrar prematuramente para algumas. O congelamento de óvulos representa uma salvaguarda, permitindo que a mulher utilize seu material genético para a FIV mais tarde.

Alternativas Quando a Preservação Não é uma Opção

Para aquelas que não optaram ou não puderam preservar seus óvulos, a ciência oferece outras vias. O recurso a bancos de óvulos ou embriões abre portas para a realização da FIV. Com a recepção de óvulos, é necessária a utilização do sêmen – seja do companheiro ou de um doador anônimo – para a fertilização e subsequente transferência do embrião para o útero. Por outro lado, a recepção de embriões permite uma transferência direta, sem a necessidade do sêmen do companheiro ou doador.

Considerações Importantes

A FIV, especialmente após a pós-menopausa, deve ser acompanhada de uma avaliação médica detalhada. Considerações sobre a saúde da mulher, riscos potenciais e o bem-estar do futuro bebê são fundamentais. Além disso, é importante abordar aspectos emocionais e psicológicos, dado o impacto significativo dessa jornada na vida da mulher e de sua família.

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Conclusão

A possibilidade de engravidar após a pós-menopausa, através da FIV, é um testemunho do quão longe a medicina reprodutiva avançou. Essa conquista não só amplia as opções de planejamento familiar, mas também traz esperança e alegria para muitas mulheres que desejam a maternidade além dos limites tradicionais de idade e fertilidade.

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Dra. Juliana Amato

Dra. Juliana Amato

Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).

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