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Mitos e verdades sobre a fertilidade masculina

Os mitos acerca da reprodução humana podem surgir por causa da ansiedade ou desconhecimento dos casais sobre o tema. Uma informação difundida em larga escala e por tempo suficiente começa a ser considerada como verdade. Para esclarecer as principais dúvidas, separamos os maiores mitos e verdades sobre o tema.

 

Sumário

A infertilidade afeta em igual proporção os homens e as mulheres:

Verdade. Segundo estudos, em torno de 40% das causas de infertilidade acontecem nas mulheres. Outros 40% ocorrem por origem masculinas, 10% são referentes a um fator misto (feminino e masculino) e os outros 10% são devido a um fator desconhecido (quadro de infertilidade sem causa aparente).

A Dra. Juliana Amato, ginecologista e obstetra do Instituto Amato, discute a relação entre dieta e fertilidade. Ela menciona que hábitos alimentares podem impactar a fertilidade, tanto positiva quanto negativamente. Alimentos ricos em proteína vegetal em excesso podem diminuir a fertilidade, enquanto estudos sugerem que dietas cetogênicas, ricas em proteínas animais e gorduras, podem mantê-la estável ou até melhorá-la. Contudo, o consumo excessivo de álcool e café pode ser prejudicial. A obesidade também afeta negativamente a fertilidade, tanto em homens quanto em mulheres. Quanto às vitaminas, o ácido fólico é essencial, enquanto a vitamina A em excesso pode ser prejudicial. Laticínios podem diminuir a concentração de espermatozoides, e a ingestão de frutas e vegetais orgânicos é recomendada. Ela enfatiza que não existe uma dieta específica para fertilidade, mas sim hábitos de vida saudáveis, incluindo manutenção do peso, exercícios físicos e uma alimentação balanceada.

Olá, meu nome é Juliana Amato. Eu sou ginecologista e obstetra do Instituto Amato. E hoje nós vamos conversar um pouquinho sobre dieta da fertilidade. Muitas pacientes que vêm para a tentativa de engravidar me perguntam se existe alguma dieta específica que ajude na fertilidade. Então vamos conversar um pouquinho sobre isso. Na verdade, existem hábitos alimentares que pioram a fertilidade e hábitos alimentares que mantem o seu organismo saudável. O que sabemos sobre alimentação e fertilidade? Sabemos que alimentos ricos em proteína vegetal eles diminuem a fertilidade. Existem alguns trabalhos, poucos trabalhos sobre isso, mas eles mostram que pessoas que trocam a proteina animal, por proteína vegetal e consomem em excesso, podem ter uma diminuição dessa fertilidade. Por isso, pacientes veganos… Vegetarianos… Não é que vai diminuir a sua fertilidade num nível que não vai ter filhos… Mas é bom prestar um pouquinho mais atenção nessa parte da alimentação. Tem estudos que mostram que as proteínas animais. Têm até estudos com uma dieta mais cetogênica, rica em proteína animal, em gorduras, que disse que a fertilidade se mantém num estado normal ou tem um pequeno aumento nessa fertilidade. Mas são poucos estudos. O que sabemos ao certo é: que o álcool altera a fertilidade. O café, em excesso, pode alterar a fertilidade. Um copinho de café por dia não tem problema nenhum. Realmente é o álcool em excesso. Sabemos que a obesidade, tanto no homem quanto na mulher, diminui a fertilidade porque na mulher, as mulheres que estão sobrepeso têm ciclos anovulatórios, em que elas não ovulam. E, com isso, existe uma diminuição da sua fertilidade. Os homens também, quando estão muito obesos, têm uma conversão dos hormônios um pouquinho alterada e quando ele vai por exemplo fazer o espermograma, a gente vê que tem uma quantidade alterada de espermatozoides. As vitaminas? Muito se fala sobre as vitaminas. Tomo a vitamina? E o polivitamínico? ele melhora a fertilidade? Não sabemos muito em relação aos polivitamionicos . O que sabemos é que o ácido fólico tem que ser tomado. Ele tem que estar numa quantidade ideal no organismo para evitar defeitos do tubo neural do bebê. A vitamina A quando tomada em excesso e quando está em excesso no organismo ela pode estar associada a defeitos congênitos no bebê e o polivitamínicos têm uma dosagem pequena de cada vitamina. E eles estão associados com uma melhora, pequena mas uma melhora na fertilidade. Os laticínios estão associados com uma diminuição da concentração de espermatozoides no esperma do homem. O ideal é que se comam frutas e vegetais orgânicos. Porque os orgânicos são livres de pesticidas. Há estudos que dizem que os pesticidas alteram a morfologia do espermatozoide do homem. Como nós falamos da obesidade. Nós vamos falar aqui do baixo peso. Mulheres muito magras têm uma alteração também da sua fertilidade. Porque quando elas estão com um percentual de gordura muito baixo elas param de menstruar e, com isso, elas param de ovular. O ômega 3 que existem os peixes também são associados com uma melhora na produção de espermatozoides e portanto uma melhora na fertilidade. O que a gente conclui aqui na nossa conversa é que não existe uma dieta específica para fertilidade, mas existem hábitos de vida saudáveis. A manutenção da sua saúde, ou seja, pela manutenção do peso… Pelos exercícios físicos e uma alimentação mais saudável que melhoram essa fertilidade. A gente tem que levar em conta é bioindividualidade de cada um. Se você gostou do nosso vídeo dê o seu like. Inscreva-se no nosso canal e ative o Sininho de notificação.

Desequilibrios nutricionais associam-se à redução da fertilidade:

Verdade. Estar abaixo ou acima do seu peso ideal gera maior dificuldade para obter uma concepção. Para o homem, a obesidade está diretamente relacionada com a contagem e a qualidade dos espermatozoides. Homens com o peso ideal estão mais propensos a produzir esperma qualificado do que aqueles com o índice de massa corpórea (IMC) baixo ou alto.

Alimentos afrodisíacos aumentam a fertilidade:

Mito. A libido não tem relação nenhuma com a fertilidade.

Quimioterapia e radioterapia podem interferir de maneira transitória ou definitiva na produção dos gametas masculinos:

Verdade. Esses tratamentos podem lesionar as células que originam os espermatozoides de forma definitiva.

Quanto maior o número de relações sexuais, maiores as chances de engravidar:

Mito. Excesso de atividade sexual pode diminuir a contagem de espermatozoides no líquido seminal a cada ato.

Isso acontece porque o corpo do homem precisa de um intervalo de 24 a 72 horas para produzir novos espermatozoides. O contrário também é válido: se ele ficar aguardando muito tempo para ter a próxima relação sexual, poderá comprometer a qualidade do sêmen. O ideal para alcançar uma gravidez é ter relações sexuais em dias alternados ou com intervalos de 2 dias — e fazer isso durante o período fértil da mulher.

Relação sexual no dia da ovulação = gravidez:

Mito. As possibilidades de se alcançar uma gestação a cada mês chegam a, no máximo, 20%.

Como se sabe, para que ocorra uma gravidez é necessário que o espermatozoide do homem encontre o óvulo da mulher e fecunde-o. A mulher pode liberar até 1 óvulo por mês, que fica disponível por 24 horas. Nesse período, precisa ocorrer a fecundação pelo espermatozoide.

Na prática, em 80% das vezes o óvulo não é fecundado. A porcentagem de concepções irá diminuir com o aumento da idade, chegando a 1% quando sua parceira chegar a 45 anos.

A Dra. Juliana Amato explica como usar a tabelinha, um método anticoncepcional natural. Ela destaca que o ciclo menstrual varia de 25 a 32 dias, e essa variação é normal. Para usar a tabelinha, é necessário saber o primeiro dia da menstruação e contar os dias até a próxima. A ovulação ocorre aproximadamente 14 dias antes da próxima menstruação. A Dra. Amato menciona que em ciclos mais curtos, como de 25 dias, o cálculo da ovulação muda. Ela recomenda o uso de aplicativos para calcular o período fértil, já que eles podem adaptar-se às variações de ciclo de cada mulher. A tabelinha pode ser um método eficaz quando bem controlada, mas é importante lembrar que tem margem de erro.

Olá! Você sabe como fazer a tabelinha? A tabelinha é um método anticoncepcional muito usado por várias mulheres hoje em dia. Desde o passado era muito utilizado quando não se tinha os métodos anticoncepcionais. Hoje, as mulheres não querem muito tomar hormônios e querem ficar em métodos mais naturais. Então, vamos conversar um pouquinho sobre a tabelinha. Bem, a gente sabe que o ciclo menstrual, ele é cíclico, ou seja, ele acontece de tantos em tantos dias, todos os meses. Uma dúvida que eu tenho muito frequente aqui no consultório são mulheres que chegam e falam “Doutora, eu acho que o meu ciclo menstrual, ele está desregulado, porque às vezes eu menstruam no início do mês, às vezes eu menstruam no final do mês também. Será que está certo?” A contagem do ciclo menstrual varia. É muito comum e é normal nas mulheres esse ciclo menstrual durar em torno de 25 a 32 dias. Então tem mulheres que o ciclo vem a cada 25 dias. Ou seja, quer dizer que se elas menstruam no dia primeiro, dia 25 ou 26, ela vai estar menstruada novamente. Isso não quer dizer que ela mensurou duas vezes no mês. Isso quer dizer que o ciclo dela é um pouquinho mais curto, mas é normal. Tem mulheres que o ciclo é de 30 a 32 dias e, às vezes, quando você menstrua mais para o final do mês, você tem a sensação de que você pulou um mês na sua menstruação. Então, é muito importante você ter um controle desse ciclo menstrual, porque isso gera muita dúvida. Vamos lá! Eu vou ensinar como se faz a tabelinha. Para fazer a tabelinha, você tem que saber o primeiro dia da sua menstruação e contar até que dia você vai ter a sua próxima menstruação. Ou seja, por exemplo, menstruar no dia primeiro e menstruar depois de 25. São 25 dias de ciclo menstrual menstrual no dia primeiro e menstruar novamente no 28º dia, no dia 28, são 28 dias de ciclo. O que a gente sabe é que a ovulação ela ocorre 14 dias antes da próxima menstruação. Em mulheres que têm um ciclo de 28 dias, isso é fácil, porque se ela contar 14 dias a partir do primeiro dia da menstruação, vai dar na mesma. Se ela contasse 14 dias do fim pra trás, 14 dias. E agora em mulheres com ciclos menores de 25 dias? Aí muda! Então, o que a gente vai contar? Por exemplo, aqui nós estamos, nesse dia, a gente conta 14 dias para trás, independente do seu ciclo menstrual, e esse vai ser aproximadamente o seu dia de ovulação. A gente sabe que a ovulação, ela tem uma margem de erro, então ela pode acontecer dois dias antes ou dois dias depois. E isso a gente caracteriza como um ciclo fértil ou um período fértil nesse tempo de ovulação da mulher. O que eu indico para as pacientes é o uso de aplicativos. Hoje em dia, a gente tem vários aplicativos que você pode baixar no celular. Eles ajudam a calcular esse tempo médio entre uma menstruação e outra, porque às vezes pode até variar. Pode ser 25 no mês, 28 no outro, 30 no outro. E esses aplicativos, eles fazem uma média da quantidade de dias desses ciclo menstrual e ele faz o cálculo aproximado do período do próximo mês ovulatório. Então, é muito importante ter esse controle, se você deseja usar a tabelinha como um método adicional de anticoncepção. Então, se você gostou desse vídeo, inscreva-se aqui no nosso canal, dê o seu like e comente pra gente tirar todas as dúvidas!

Hábitos de vida podem afetar negativamente a fertilidade:

Verdade. Sabe-se que o consumo de café e álcool em excesso, cigarros, drogas e anabolizantes reduzem a quantidade e a qualidades dos espermatozoides. Como já foi dito em outro tópico, a obesidade também está associada a queda da fertilidade masculina.

A Dra. Juliana Amato aborda a complexa relação entre obesidade e infertilidade. Ela explica que a obesidade pode causar alterações hormonais que afetam o ciclo menstrual e a ovulação, diminuindo as chances de gravidez. A obesidade leva à conversão de tecido adiposo em androgênios por um processo chamado aromatase, aumentando o LH e interferindo na ovulação. Mulheres obesas podem ter ciclos menstruais sem ovulação, apesar de menstruarem regularmente. Além disso, a obesidade está associada a síndrome metabólica e resistência à insulina, comumente ligadas à síndrome dos ovários policísticos. A perda de 8 a 10% do peso pode melhorar significativamente a fertilidade. A Dra. Amato enfatiza a importância de tratar a obesidade como uma doença crônica e procurar assistência médica para uma avaliação adequada e orientações sobre perda de peso.

Olá! Hoje o nosso vídeo vai ser sobre a obesidade infertilidade. Por que é que as mulheres que estão obesas têm mais dificuldade para engravidar? Isso é verdade? Vamos lá! Vamos sanar algumas dúvidas! Sim, a obesidade atrapalha nas tentativas para engravidar, por quê? A mulher quando ela está com sobrepeso ou obesidade mórbida, ela tem algumas alterações hormonais ocorrendo no seu organismo e com isso atrapalha o seu ciclo menstrual. Como que isso acontece as mulheres obesas, com IMC acima de 30, 35, o que ocorre é que o tecido adiposo, ele é convertido em andogênio e o estrogênio é convertido em andogênio por um processo chamado aromatáse. E o que isso faz no corpo das mulheres? Isso aumenta o LH, aumenta o hormônio do ciclo menstrual e ela não ovula, se não ovula, não engravida, não tem a liberação do óvulo, não tem um encontro do óvulo com o espermatozoide, não tem a fecundação propriamente dita e também não tem a gravidez. Muitas mulheres obesas, elas chegam ao consultório falando “Estou acima do meu peso, porém estão menstruando normalmente e por que não engravido?” Porque esse processo está acontecendo no seu organismo. Apesar de estar menstruando todo mês, essa menstruação, esse ciclo, ele não está sendo capaz de promover uma ovulação. Muitas mulheres obesas, elas cursam com irregularidade menstrual, essa irregularidade menstrual muitas vezes, elas dão indício maior de que algo não está acontecendo bem no seu organismo e que vai ter mais dificuldade para engravidar. Associado a isso, a obesidade ela está saciada também com uma síndrome metabólica, associada com uma resistência à insulina, com a síndrome dos ovários policístico, que também alteram essa fisiopatologia no corpo da mulher e com isso diminuir as chances de gravidez. Para esses pacientes que estão obesas, o que a gente precisa fazer? Primeiro, orientar e emagrecer. Estudos mostram que se essa paciente, ela perde de 8 a 10 por cento do seu peso atual, elas têm uma maior facilidade de engravidar. Então a gente tem que encarar a obesidade, não como uma condição física naquele momento daquela mulher e sim como uma doença. A obesidade hoje em dia, ela já é tida como uma doença crônica que deve ser tratada. E o que acontece no nosso organismo quando a gente emagrece? A gordura, ela vai parar de sofrer esse processo de aromatáse, então ela vai parar de ter essa diferenciação celular com os androgênios e com isso o estrogênio, ele começa a estar mais ativo na vida da mulher e com isso o ciclo menstrual vai voltando ao normal e com o tempo essa ovulação vai se restabelecendo e com relação reestabelecida as chances de gravidez retornam. Mas isso acontece com todas as mulheres obesas? A grande maioria e o ideal é que se você está pensando em engravidar, procure seu médico, faça uma avaliação. Muitas mulheres estão acima do peso, mas não têm a percepção desse sobrepeso, dessa obesidade, porque acostumam-se com o seu próprio peso. Podem ocorrer casos em que uma mulher obesa, ela engravida e ela não sabe que ela está grávida assim a gente vê na mídia alguns casos disse. O que acontece são mulheres que já não têm a menstruação regular, às vezes já não menstruam há anos, porque estão acima do peso, então não estão ovulando, não está tendo ciclo menstrual, ela vai ganhando mais peso e como ela não está menstruando e já não estava há muito tempo. Esse ganho de peso, ela não está sentindo muita diferença no seu corpo. Algumas coisas mudam, como o mal estar e chega no médico para fazer um exame de rotina, reclamando que ainda não está menstruando e de repente o médico faz um exame ultrassom e ela se percebe grávida. Sim existe isso! É comum? É relativamente comum acontecer isso. A gente não pode deixar que isso aconteça, por isso que as mulheres têm que procurar sempre o médico, porque a obesidade também traz problemas na gravidez. Risco quando essa mulher grávida, porque a gente sabe que nas pessoas aumenta-se o risco de hipertensão arterial na gravidez, com risco de eclâmpsia, de pré-eclâmpsia e de diabetes gestacional levando ao óbito fetal intra utero. Então o que eu oriento para as mulheres? Sim, a obesidade está relacionada com a infertilidade, a obesidade é uma doença crônica, deve ser tratada. Então procure seu médico, faça uma avaliação e se cuide. Se você gostou do nosso vídeo, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação!

É preciso procurar um médico após um ano de tentativas sem gravidez:

Verdade. Um casal é fértil quando produz uma gravidez em até 1 ano de tentativas. Após esse período, o casal é considerado com dificuldades para engravidar e deve procurar orientação médica. Porém, quando a mulher tem mais de 35 anos, o tempo de tentativas cai para 6 meses e, após isso, deve buscar ajuda.

É possível preservar a fertilidade do homem:

Verdade. A preservação da fertilidade ocorre pelo congelamento dos gametas. Homens submetidos a tratamentos que possam afetar sua produção de espermatozoides são orientados a buscar esse recurso médico.

A Dra. Juliana discute sobre remédios para aumentar a fertilidade e engravidar. Ela explica que, embora muitos casais tenham expectativas rápidas de gravidez após parar o uso de anticoncepcionais, a realidade pode ser diferente. A chance de gravidez por ciclo é de cerca de 20% para casais jovens, diminuindo com a idade. A Dra. Juliana aconselha manter relações sexuais com frequência moderada durante o período fértil e destaca a importância do acompanhamento médico, especialmente para mulheres acima de 35 anos. Ela menciona que medicamentos indutores de ovulação existem, mas devem ser utilizados sob orientação médica devido aos riscos associados. Além disso, ela enfatiza a importância de um estilo de vida saudável, incluindo boa alimentação, não fumar, manter um peso adequado e praticar exercícios regularmente, para aumentar as chances de concepção.

Olá! Hoje nesse vídeo nós vamos conversar um pouquinho sobre, será que existe um remédio realmente bom pra engravidar? Pois bem, as mulheres e os casais quando eles decidem ter filhos, eles querem ter filhos muito rapidamente. A expectativa é que quando pare de tomar o anticoncepcional e quando tem relações sexuais mais efetivas, a expectativa é que a gravidez ocorra no próximo mês ou nos próximos três meses, mas a gente sabe que, às vezes, isso pode demorar um pouquinho mais. E muitas pessoas, elas perguntam e vão atrás na farmácia de remédios que possam aumentar a sua fertilidade ou aquele remedinho milagroso que se ela usar naquele mês vai aumentar a ovulação dela e ela vai engravidar nesse mês que usou o remédio. Quando o casal é jovem, a gente sabe que por ciclo a chance de gravidez é de 20 por cento. Se o casal ele já tem mais de 35 anos, principalmente a mulher que é na mulher que a fertilidade impacta mais com a idade, é que essas chances elas vão diminuindo. Ah, mas é só isso, é pouco. Na verdade, o que ocorre é, quando você tem relação sexual pra ter filho, você tem que ter com uma certa frequência e no período certo. Aquele período fértil que a gente conta, que a gente faz aquela regrinha no calendário, pra ver se tá ovulando, tem um dia exato da ovulação, tem dois dias pra frente e dois dias pra trás. Este é o período fértil. O que eu observo aqui das minhas pacientes é que as vezes elas vem relatando que naquele período fértil, elas têm duas ou três relações sexuais por dia e todos os dias. O que ocorre é que quando o homem tem relação sexual e tem ejaculação, ele precisa de um tempo hábil pro seu organismo formar mais espermatozoides, mais células sexuais masculinas. E esses espermatozoides, eles tem um tempo pra amadurecer. Então o ideal é que quando o casal esteja em um período fértil, é que ele tenha relação num dia dê um dia para o homem, ele ter essa produção novamente desse espermatozoide e ter a relação no outro dia, porque se realmente tiver espermatozoides eficazes e tiver um aparelho reprodutor feminino que não tem nenhum problema que está funcionando, normalmente a chance de ela vai ser alta nesse período. O que se espera é que em até 12 meses um casal jovem, ele consiga obter a tão sonhada gravidez. Porém, se você já é mulher e tem mais de 35 anos, 35 pra mais, o ideal é que você não espere tanto tempo assim. Os estudos mostram que a reserva ovariana a partir dos 35 anos, ela tem uma queda bem importante e com isso a partir dos 35, a gente tem uma maior dificuldade de engravidar. Não é que não vá engravidar, mas as chances diminuem. O ideal aqui seria que tentou seis meses engravidar, já procure seu ginecologista, converse, fale das suas expectativas. A gente tem alguns exames que dão uma ideia bem detalhada de como tá a reserva ovariana dessa mulher. E se a gente perceber que essa reserva ovariana tá muito baixa, existem tratamentos específicos pra cada tipo problema que a gente pode abrir mão desses recursos. E aí, esse remedinho pra engravidar realmente funciona nesses casos? E ele existe? O que a gente tem são remédios indutores da ovulação, que ajudam a mulher a partir daquele determinado ciclo menstrual a estimular o crescimento dos folículos ovarianos e esses folículos, teoricamente cada um tem um óvulo ali, então aumenta as chances de gravidez. Mas ele pode ser usado? Posso comprar na farmácia? Pode ser usado em qualquer caso? Não! Ele tem que ser usado como orientação médica, porque os estimuladores de ovulação, os que você consegue comprar na farmácia, eles têm que ter um acompanhamento bem rigoroso do crescimento desses folículos, senão você pode formar um cisto muito grande no seu ovário, você pode ter uma torção ovariana, você pode ter um cisto rompido e, às vezes, você usa medicação achando que vai melhorar uma coisa e você causa outro problema pra sua saúde. Então tome muito cuidado, não tome remédio por orientação de amigas, por orientação de farmacêutico, por orientação de algumas pessoas que não conhecem exatamente como a medicação deve ser utilizada, se ela precisa ou não de um acompanhamento mais rigoroso. Além disso, existem outras medicações que a gente usa nos tratamentos de alta complexidade, numa fertilização in vitro, ou mesmo numa inseminação artificial que são medicação injetáveis, são precursores hormonais ou, às vezes, até análogos de hormônios que são usados baseando-se no problema do casal. E a dose, ela deve ser bem individualizada, porque a dose que serve pra uma mulher pode ser diferente da dose que serve pra outra mulher. A mulher ela é única. Então o que é bom pra você às vezes não é bom pra mim. Às vezes, não é bom pra sua vizinha. Às vezes, serve pra sua prima. Então a gente tem que ter tomar muito cuidado com essas medicações que se dizem indutoras e que melhoram entre aspas a fertilidade. Então você pode tá me perguntando, então o que que eu faço pra eu conseguir engravidar mais rápido? Primeiro, faça a sua consulta anual com seu ginecologista. Converse com ele sobre a sua vontade de engravidar e com isso você vai manter a sua saúde íntima em dia, vai fazer um papanicolau, vai fazer um ultrassom, se tá tudo bem com o seu útero, se você não tem nenhum problema anatômico, se você não desenvolveu um cisto naquele ano ou um mioma ou, às vezes, se você já tenha um sintoma de dor e pode tá desenvolvendo uma endometriose. Então é muito importante que você tenha uma consulta com o seu ginecologista, faça os seus exames de rotina e esteja com a saúde em dia antes de pensar em engravidar. Outra dica muito importante é você cuidar muito bem da alimentação. A gente que os alimentos, eles têm muita influência no funcionamento do nosso organismo. Hoje em dia a gente tem que ter uma alimentação muito mais natural baseada em alimentos orgânicos. A gente tem que ir mais ao supermercado ou a feira comprar mais alimentos frescos do que ficar abrindo o pacotinho que são alimentos que tem mais química, mais conservante e isso faz mal pro nosso organismo. Alguns alimentos interessantes são vermelho e o feijão, elas são ricas em zinco e o zinco a gente sabe que melhora a qualidade do espermatozoide. Assim como as verduras que são muito verdes são ricas em ácido fólico e o ácido fólico é muito importante quando a mulher tá desejando engravidar, porque na nossa alimentação a gente tem uma deficiência já desse ácido fólico que é comum da população brasileira. Quando a gente aumenta a ingesta desses alimentos ou quando a gente tem o desejo de e vai ao médico ele já passa o ácido fólico pra você ir tomando pra preparar o seu corpo três meses antes de engravidar. Então o ideal é que você foque nessa alimentação, porque ela vai ajudar a você engravidar e vai ajudar a naquele início da formação do bebê, ele não ter problemas na formação do seu tubo neural. No seu sistema nervoso lá primordial. Além disso, as frutas cítricas, elas são bem interessantes, porque elas são antioxidantes e elas são inflamatórias, excepcionais pra saúde sexual feminina, é essenciais pra saúde da grávida. E alimentos ricos em selênio também são super importantes como peixe, frutos do mar, o ovo também é rico em selênio. Além dessas dicas não fumar é essencial pra saúde do espermatozoide. Os estudos mostram que homens fumantes, eles tem uma qualidade de espermatozoide menor e com isso a desses espermatozoides, ela fica bem abaixo do esperado e pode ter dificuldades pra engravidar a sua mulher. O tabagismo também não é legal para as mulheres, porque ela diminui a a fixação do embrião no útero. E além disso são substâncias químicas que você tá colocando dentro do seu organismo para uma fase essencial na sua vida que você quer gerar outra vida. Cuidar do peso também é essencial nas mulheres, as mulheres que estão do peso elas tem mais conversão da gordura em andrógeno. Com isso elas tem uma maior dificuldade de engravidar, porque podem ter meses naqueles ciclos menstruais que ela não ovula e com isso diminui a sua capacidade de gestar. E a última dica que eu deixo aqui é pratique exercícios regularmente. Exercícios fazem bem pro corpo. Fazem bem pra alma. Ajuda a manter o seu peso e libera várias substâncias que dão a sensação de bem-estar e ajuda a manter a nossa saúde em dia. Se você gostou do nosso vídeo, inscreva-se no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação. Ah, e deixe seus comentários aqui! Muito importante o feedback e a gente ter essa conversa pra tirar algumas dúvidas!

 

Dra. Juliana Amato

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Dra. Juliana Amato

Dra. Juliana Amato

Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).

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