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Endometriose

com endometriose

Fatos e definição de endometriose

  • Endometriose é o crescimento anormal de células (células endometriais) semelhantes às que se formam dentro do útero, mas em um local fora dele. Endometriose é mais comumente encontrada implantada em outros órgãos da pelve.
  • A causa exata da endometriose ainda não foi identificada.
  • A endometriose é mais comum em mulheres que estão passando pelo problema da infertilidade do que em mulheres férteis, mas a endometriose nem sempre causa infertilidade.
  • A maioria das mulheres com endometriose não têm sintomas, mas quando têm podem apresentar: 
    • Menstruação
    • Relações sexuais dolorosas
    • Micção ou Evacuações dolorosas (dor para ir ao banheiro)
    • Infertilidade
  • Dor pélvica durante a menstruação ou ovulação pode ser um sintoma de endometriose, mas também pode ocorrer em mulheres normais.
  • A suspeita de Endometriose pode ser com base no padrão dos sintomas da mulher e às vezes durante um exame físico, mas o diagnóstico definitivo é geralmente confirmado por cirurgia, mais frequentemente por videolaparoscopia.
  • O tratamento da endometriose inclui medicamentos e cirurgia para alívio da dor e tratamento da infertilidade, se a gravidez é desejada.

O que é endometriose?

Endometriose é o crescimento anormal de tecido endometrial semelhante àquele que reveste o interior do útero, mas em um local fora do útero. Tecido endometrial é renovado a cada mês durante a menstruação. Áreas de tecido endometrial, encontradas em localizações ectópicas (fora do normal) são chamadas de implantes endometriais. Estas lesões são mais comumente encontradas nos ovários, trompas de Falópio, superfície do útero, intestino e no revestimento da membrana da cavidade pélvica (ou seja, o peritônio). São menos comumente encontradas envolvendo a bexiga, colo do útero e vagina. Raramente, a endometriose pode ocorrer fora da pelve. Endometriose tem sido relatada no fígado, cérebro, pulmão e em  cicatrizes cirúrgicas antigas. Os implantes endometriais, embora possam se tornar problemáticos, são geralmente benignos (ou seja, não cancerosos).

Quais são as fases da endometriose?

Endometriose é classificada em uma das quatro fases (I - mínima, II - leve, III - moderada e IV - grave) com base na exata localização, extensão e profundidade dos implantes de endometriose, bem como na presença e gravidade de tecido cicatricial e com a presença e o tamanho dos implantes endometrióticos nos ovários. A maioria dos casos de endometriose é classificada como mínima ou leve, o que significa que existem implantes superficiais e cicatrizes suaves. A Endometriose moderada e grave normalmente resulta em cistos e cicatrizes mais graves. O estágio da endometriose não está relacionado com o grau de sintomas que uma mulher experimenta. A infertilidade é comum em endometriose de estágio IV.

 Quais são os sinais e sintomas da endometriose?

Na verdade, a maioria das mulheres que têm endometriose, não têm sintomas. Das que possuem, os mais comuns incluem:

  • Dor (geralmente pélvica) que normalmente ocorre apenas antes da menstruação e diminui após a menstruação
  • Relações sexuais dolorosas
  • Cólicas durante a relação sexual
  • Cólicas ou dor durante os movimentos intestinais ou durante a micção
  • Infertilidade
  • Dor em exames pélvicos

A intensidade da dor pode variar de mês para mês e pode variar muito entre as pacientes afetadas. Algumas mulheres experimentam uma piora progressiva dos sintomas, enquanto outras podem ter uma resolução da dor sem nenhum tratamento.

A Dor pélvica em mulheres com endometriose depende em parte de onde se situam os implantes endometriais.

  • Implantes mais profundos e implantes em áreas com mais terminações nervosas são mais capazes de produzir dor.
  • Os implantes também podem liberar substâncias na corrente sanguínea que são capazes de provocar dor.
  • A dor pode ser resultante de quando os implantes endometrióticos incitam a cicatrização dos tecidos circundantes. Parece não haver nenhuma relação entre a severidade da dor e a quantidade de doença anatômica que está presente.

A Endometriose pode ser uma das razões para a causa da infertilidade em casais saudáveis. Quando os exames laparoscópicos são realizados para avaliar a infertilidade, os implantes são frequentemente encontrados em pacientes que eram totalmente assintomáticas. As razões da diminuição da fertilidade em muitas pacientes com endometriose não são totalmente compreendidas. A endometriose pode incitar a formação de tecido cicatricial dentro da pelve. Se os ovários e as trompas de Falópio estiverem envolvidos, os processos mecânicos envolvidos na transferência dos óvulos fertilizados para as trompas podem ser alterados. Alternativamente, as lesões endometriais podem produzir substâncias inflamatórias que afetam adversamente a ovulação, a fertilização e a implantação.

Outros sintomas que podem estar relacionados à endometriose incluem:

  • Dor no abdômen inferior (dor na barriga baixa)
  • Diarréia e/ou constipação
  • Lombalgia
  • Fatiga crônica
  • Menstruação forte ou irregular
  • Dor ao urinar, ou
  • Sangue ao urinar (especialmente durante a menstruação).

Sintomas raros da endometriose incluem dor no peito ou tosse com sangue devido a endometriose nos pulmões, dor de cabeça e/ou convulsões devido a endometriose no cérebro.

E o risco de endometriose e câncer?

Alguns estudos têm postulado que as mulheres com endometriose têm um risco aumentado para o desenvolvimento de certos tipos de câncer de ovário, conhecido como câncer epitelial de ovário (CEO). Este risco é maior em mulheres com endometriose e infertilidade primária (aquelas que nunca passaram por uma gravidez). O uso da combinação de pílulas orais contraceptivas (POC), que são por vezes utilizadas no tratamento da endometriose, parece reduzir significativamente este risco.

As razões para a associação entre endometriose e câncer epitelial de ovário não são claramente compreendidas. Uma teoria diz que os implantes de endometriose se submetem a uma transformação maligna para o câncer. Outra possibilidade é que a presença da endometriose pode estar relacionada a outros fatores genéticos ou ambientais que servem para aumentar o risco das mulheres de desenvolverem câncer de ovário.

Quais as causas da endometriose?

A causa da endometriose é desconhecida. Uma teoria diz que o tecido endometrial é depositado em locais incomuns pelo fluxo retrógrado de detritos menstruais através das trompas de Falópio para as cavidades abdominais e pélvicas. A causa desta menstruação retrógrada não é entendida claramente. É claro que a menstruação retrógrada não é a única causa da endometriose, já que muitas mulheres que têm menstruação retrógrada não desenvolveram a condição.

Outra possibilidade é que áreas que alinham os órgãos pélvicos possuem células primitivas que são capazes de evoluir para outras formas de tecidos, tais como o endométrio. (Este processo é denominado coelomic metaplasia.)

Também é provável que a transferência direta dos tecidos endometriais no momento da cirurgia seja responsável pelos implantes de endometriose ocasionalmente encontrados em cicatrizes cirúrgicas (por exemplo, episiotomia ou cicatrizes de cesariana). A transferência de células endometriais através da corrente sanguínea ou do sistema linfático é a explicação mais plausível para os raros casos de endometriose que são encontrados no cérebro e outros órgãos distantes da pelve.

Finalmente, há evidências de que algumas mulheres com endometriose têm uma resposta imunológica alterada que pode afetar a habilidade natural do corpo para reconhecer o tecido endometrial ectópico.

O que dizer sobre a Endometriose e a infertilidade?

A Endometriose é mais comum em mulheres inférteis, em oposição a aquelas que passaram por uma gravidez. No entanto, muitas mulheres com endometriose confirmada são capazes de engravidar sem dificuldade, especialmente se a doença é leve ou moderada. Estima-se que acima de 70% das mulheres com endometriose leve ou moderada conseguirão engravidar no prazo de três anos sem qualquer tratamento específico.

As razões para uma diminuição na fertilidade quando a endometriose está presente não são completamente compreendidas. É provável que fatores anatômicos e hormonais sejam contributivos à diminuição da fertilidade. A presença da endometriose pode incitar a formação de cicatriz significativa (adesão) na pelve que pode distorcer as estruturas anatômicas normais. Alternativamente, a endometriose pode afetar a fertilidade através da produção de substâncias inflamatórias que têm um efeito negativo na ovulação, na fertilização do óvulo, e/ou na implantação do embrião. Infertilidade associada com endometriose é mais comum em mulheres com formas anatomicamente graves da doença.

Opções de tratamento para infertilidade associada à endometriose são variados, mas a maioria dos médicos acreditam que, para a endometriose, a cirurgia é superior ao tratamento médico. Quando apropriada, a tecnologia de reprodução assistida pode também ser utilizada como adjuvante ou alternativa ao tratamento cirúrgico.

A dieta afeta a endometriose?

Não existem dados bem estabelecidos que mostram que as modificações dietéticas podem evitar ou reduzir os sintomas da endometriose. Um estudo mostrou que um alto consumo de verduras e frutas foi associado com um risco menor de desenvolver endometriose, enquanto uma maior ingestão de carnes vermelhas foi associada com um risco mais elevado. Nenhuma associação foi vista com o consumo de café, leite ou álcool. Mais estudos são necessários para determinar se dieta desempenha um papel importante no desenvolvimento da endometriose.

Quais especialidades médicas tratam a endometriose?

A Endometriose é mais comumente tratada por ginecologistas/obstetras.

Há um exame para diagnosticar a endometriose?

A suspeita de Endometriose pode surgir com base nos sintomas de dor pélvica e descobertas durante exames físicos. Ocasionalmente, durante um exame reto-vaginal (um dedo na vagina e um dedo no reto), o médico pode sentir nódulos (implantes endometriais) atrás do útero e ao longo dos ligamentos que unem a parede pélvica. Outras vezes, nenhum nódulo é sentido, mas o exame em si causa dor incomum ou desconforto.

Infelizmente, nem os sintomas, nem o exame físico pode ser confiável para conclusivamente, estabelecer o diagnóstico da endometriose. Exames de imagem, tais como o ultrassom, podem ser úteis para excluir outras doenças pélvicas e podem sugerir a presença de endometriose nas áreas vaginais e na bexiga, mas eles não podem diagnosticar a endometriose com certeza absoluta. Para um diagnóstico preciso, uma inspeção visual direta dentro da pelve e no abdômen, assim como uma biópsia do tecido dos implantes são necessárias.

Portanto, o único método definitivo (de certeza) para diagnosticar a endometriose é a cirurgia. Requer videolaparoscopia (por furinhos) ou laparotomia (abertura do abdômen, fazendo uma grande incisão).

A laparoscopia é o procedimento cirúrgico mais comumente empregado, utilizado para o diagnóstico da endometriose. Este é um pequeno procedimento cirúrgico realizado sob anestesia geral, ou em alguns casos, sob anestesia local. É geralmente realizada como um procedimento ambulatorial (a paciente não fica internada durante a noite). A laparoscopia é realizada primeiro inflando a cavidade abdominal com um gás (dióxido de carbono), através de uma pequena incisão no umbigo. Um instrumento fino, de visão tubular (laparoscópio) é inserido na cavidade abdominal inflada para inspecionar o abdômen e a pelve. Os implantes endometriais então podem ser vistos diretamente.

Durante a laparoscopia, biópsias (remoção de amostras minúsculas de tecido para exame sob um microscópio) também podem ser realizadas a fim de obter um diagnóstico do tecido. Às vezes biópsias aleatórias obtidas durante a laparoscopia mostrarão a endometriose microscópica, mesmo que os implantes não sejam visualizados.

Laparoscopia e ultrassom pélvico também são importantes na exclusão de neoplasias malignas (como câncer de ovário) que podem causar muitos dos mesmos sintomas que imitam os sintomas da endometriose.

Qual é o tratamento para a endometriose?

Endometriose pode ser tratada com medicamentos e/ou cirurgia. Os objetivos do tratamento da endometriose podem incluir alívio dos sintomas e/ou aumento da fertilidade.

Quais os medicamentos que tratam a endometriose?

Antiinflamatórios não-esteroides (AINEs)

Medicamentos antiinflamatórios não-esteroides ou AINEs são comumente prescritos para ajudar a aliviar a dor pélvica e as cólicas menstruais. Esses medicamentos para aliviar a dor não têm efeito sobre os implantes endometriais ou a progressão da endometriose. No entanto, eles diminuem a produção de prostaglandinas, e as prostaglandinas são conhecidas por ter um papel na causa da dor. Como o diagnóstico da endometriose só pode ser definitivamente confirmado com uma biópsia, muitas mulheres com queixas, suspeitas de que possuem endometriose são tratadas para dor primeiro sem um diagnóstico firme ser estabelecido. Sob tais circunstâncias, os AINEs são comumente usados como um tratamento empírico de primeira linha. Se eles forem eficazes no controle da dor, outros procedimentos ou tratamentos médicos não serão necessários. Se eles são ineficazes, tratamento e uma avaliação adicional será necessária.

Como a endometriose ocorre durante os anos reprodutivos, muitos dos tratamentos médicos disponíveis para endometriose se baiseiam na interrupção da produção hormonal cíclica normal dos ovários. Estes medicamentos incluem os análogos GnRH, pílulas contraceptivas orais e progesterona prescritos pelo ginecologista.

Análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (análogos de GnRH)

Análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (análogos de GnRH) têm sido efetivamente usados para aliviar a dor e reduzir o tamanho dos implantes de endometriose. Estas drogas suprimem a produção de estrogênio pelos ovários, inibindo a secreção de hormônios reguladores da glândula pituitária. Como resultado, para os períodos menstruais, imitando a menopausa. Formas nasais e injeção de agonistas de GnRH estão disponíveis.

Os efeitos colaterais são do resultado da falta de estrogênio e incluem:

  • ondas de calor
  • secura vaginal
  • sangramento vaginal irregular
  • alterações de humor
  • fadiga, e
  • Perda da densidade óssea (osteoporose).

Felizmente, repor pequenas quantidades de progesterona em forma de pílula (semelhante aos tratamentos, por vezes, utilizados para o alívio dos sintomas da menopausa), pode evitar muitos dos efeitos colaterais irritantes devido à deficiência de estrogênio. "Adicionar terapia de reposição" é um termo que se refere a esta forma moderna de administrar agonistas de GnRH juntamente com progesterona, de forma a garantir a conformidade, eliminando a maioria dos indesejados efeitos colaterais da terapia de GnRH.

Pílulas contraceptivas

Pílulas contraceptivas orais (combinação de estrogênio e progesterona) são também por vezes utilizadas para tratar a endometriose. A combinação mais comum usada é em forma de pílula contraceptiva oral (PCO). Às vezes as mulheres que têm dor menstrual severa são convidadas a tomar a PCO continuamente, significando ignorar o placebo (hormonalmente inerte) como parte do ciclo. O uso contínuo, dessa maneira, geralmente irá parar a menstruação por completo. Ocasionalmente, ganho de peso, mastalgia, náusea, e sangramento irregular podem ocorrer. Pílulas contraceptivas orais são geralmente bem toleradas em mulheres com endometriose.

Progesterona

Progesterona [por exemplo, acetato de medroxiprogesterona (Provera, Cycrin, Amen), acetato de noretisterona, acetato de norgestrel (Ovrette)] são mais potentes do que os anticoncepcionais e foram recomendadas para mulheres que não obtêm alívio da dor ou não podem tomar uma pílula anticoncepcional. Elas podem ser úteis para as mulheres que não respondem a, ou não podem tomar (por razões médicas) contraceptivos orais.

Efeitos colaterais são mais comuns e incluem:

  • mastalgia
  • distenção abdominal
  • ganho de peso
  • sangramento uterino irregular, e
  • depressão.

Como a ausência de menstruação (amenorreia) induzida pelas altas doses de progesterona podem durar muitos meses após o término da terapia, estas drogas não são recomendadas para mulheres que estão planejando uma gravidez imediatamente após o término da terapia.

Outras drogas usadas para tratar a endometriose Danazol (Danocrine)

Danazol (derivado da etisterona, esteróide sintético) é uma droga sintética que cria um alto andrógeno (hormônio do sexo masculino) e baixo nível hormonal de estrogênio por interferir na ovulação e na produção ovariana de estrogênio. Oitenta por cento das mulheres que tomam esta droga têm alívio da dor e encolhimento dos implantes de endometriose, mas até 75% das mulheres desenvolvem efeitos colaterais da droga significativos. Estes incluem:

  • ganho de peso
  • edema (inchaço)
  • encolhimento da mama
  • acne
  • pele oleosa
  • Hirsutismo (crescimento de cabelo de padrão masculino)
  • intensificação da voz
  • dor de cabeça
  • ondas de calor
  • alterações da libido, e
  • alterações de humor.

Exceto para as alterações de voz, todos esses efeitos colaterais são reversíveis. Em alguns casos, a resolução dos efeitos colaterais pode levar muitos meses. Danazol não deve ser tomado por mulheres com certos tipos de doenças no fígado, rim ou doenças do coração. Este produto é raramente usado.

Inibidores da aromatase

Uma abordagem mais atual para o tratamento da endometriose envolve a administração de medicamentos conhecidos como inibidores da aromatase (por exemplo, anastrozole [Arimidex] e letrozole [Femara]). Estas drogas atuam interrompendo a formação do estrogênio local dentro dos implantes de endometriose. Elas também inibem a produção de estrogênio dentro do ovário e do tecido adiposo. Pesquisas estão em andamento para avaliar a eficácia dos inibidores de aromatase no tratamento da endometriose. Inibidores da aromatase podem causar perda óssea significativa com o uso prolongado. Devem também ser empregados em combinação com outras drogas em mulheres pré-menopáusicas devido aos seus efeitos sobre os ovários.

Cirurgia para endometriose?

Tratamento cirúrgico para endometriose pode ser útil quando os sintomas são graves ou quando há uma resposta inadequada à terapia médica. A cirurgia é o tratamento preferido quando há distorção anatômica dos órgãos pélvicos ou obstrução do intestino ou do trato urinário. Ela pode ser classificada como conservadora, em que o útero e tecido ovariano são preservados, ou definitiva, que envolve histerectomia (remoção do útero), com ou sem remoção dos ovários. Obviamente implicando na fertilidade da mulher.

A cirurgia conservadora é normalmente realizada por laparoscopia. Implantes endometriais podem ser extirpados ou destruídos por diferentes fontes de energia (por exemplo, laser, corrente elétrica). Se a doença for extensa e de anatomia distorcida, a laparotomia pode ser necessária.

Enquanto os tratamentos cirúrgicos podem ser muito eficazes na redução da dor, estima-se que a taxa de recorrência da endometriose após tratamento cirúrgico conservador é tão elevada quanto 40%. Muitos médicos recomendam realizar terapia médica após a cirurgia na tentativa de evitar a recorrência da doença sintomática.

Quem desenvolve endometriose?

Endometriose afeta as mulheres durante seus anos reprodutivos. A prevalência exata da endometriose não é conhecida, uma vez que muitas mulheres que são identificadas mais tarde como tendo a condição são assintomáticas. Estima-se que a endometriose afeta mais de 1 milhão de mulheres (as estimativas variam de 3% a 18% das mulheres) nos Estados Unidos. É uma das principais causas de dor pélvica e é a responsável por muitas das laparoscopias e histerectomias realizadas por ginecologistas. As estimativas sugerem que 20% a 50% das mulheres em tratamento para infertilidade têm endometriose, e que até 80% das mulheres com dor pélvica crônica podem estar afetadas.

Enquanto a maioria dos casos de endometriose é diagnosticada em mulheres com idade entre 25 a 35 anos, a endometriose tem sido relatada em meninas a partir dos 11 anos de idade. Endometriose é rara em mulheres pós-menopáusicas. Estudos ainda sugerem que a endometriose é mais comum em mulheres mais altas, finas, com uma baixa massa corporal (IMC). Atrasar a gravidez até uma idade avançada, nunca dar à luz, ou início precoce da menstruação e menopausa tardia foram apontados como fatores de risco para endometriose. Também é provável que existam fatores genéticos que predispõem a mulher a desenvolver endometriose, uma vez que ter um parente de primeiro grau com a condição aumenta a chance de que uma mulher vá desenvolver a condição.

Endometriose pode ser prevenida?

Como a causa da endometriose é mal compreendida, não existem formas conhecidas efetivas para impedir o seu desenvolvimento.

Qual é o prognóstico para uma mulher com endometriose?

A endometriose é comumente uma doença dos anos reprodutivos, e os sintomas geralmente desaparecem depois que a mulher atinge a menopausa. Para as mulheres que experimentam sintomas, algumas terapias estão disponíveis para socorro. Tratamentos para a infertilidade associada com endometriose também estão disponíveis para ajudar a aumentar as chances de uma mulher engravidar

 

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Endometriose e infertilidade

A infertilidade pode ser o primeiro sinal de endometriose em muitas mulheres. Cerca de 30% a 40% das mulheres com endometriose têm alguns problemas para engravidar. A razão para isso não é bem compreendida, e cicatrizes do trato reprodutivo podem desempenhar um papel importante. Fatores hormonais também podem estar envolvidos. Felizmente, tratamentos para tratar a infertilidade são eficazes para muitas mulheres.

 

 

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Dra. Juliana Amato: Especialista em Reprodução Humana

Dra. Juliana Amato
Ginecologista, Obstetra. Chefe da Reprodução Humana do Instituto Amato
Tratamento de Infertilidade em Laboratório de Reprodução Humana(11) 5053-2222
Tudo sobre tratamento da infertilidade. Ajuda para Engravidar.
www.fertilidade.org
Clínica de Reprodução Humana: Ajuda para engravidarAv Brasil, 2283, São Paulo, SP
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