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Adenomiose

O que é adenomiose?

Algumas mulheres apresentam partes da camada glandular interna misturadas à camada muscular intermediária, isso é o que conhecemos como adenomiose.

útero é composto por três camadas, são elas: endométrio, que é a porção interna, miométrio que é o estrato intermediária e serosa que é a camada externa.

No entanto, não se sabe ao certo o motivo dessas camadas se misturarem e causarem essa doença.

Além disso, muitas vezes pode ser confundida com outra doença.

Confira abaixo tudo o que você precisa saber sobre a adenomiose e seus sintomas.

Sumário

 

O que é adenomiose?

Em resumo, adenomiose é a presença de glândulas endometriais no miométrio.

Essa doença pode ocorrer com 5% até 70% das mulheres em diferentes populações.

Além disso, já foi conhecida como endometriose do útero ou endometriose interna.

Porém, hoje já se descobriu que são doenças diferentes e, inclusive, podem coexistir, de fato em média 12% das mulheres com adenomiose têm endometriose.

A adenomiose pode ser focal ou difusa. A difusa é caracterizada pela presença generalizada de tecido endometrial na musculatura do útero. Enquanto a focal caracteriza-se por nódulos que podem se formar dentro do miométrio, chamados de adenomiomas.

Além disso, pode ter profundidade superficial ou profunda. Na superficial a parte do útero afetada é de um terço da parede do útero, já na profunda é mais de um terço.

Sintomas.

Os sintomas podem não aparecer em um terço das mulheres que têm a doença.

No entanto, naquelas que apresentam sintomas da adenomiose, geralmente são:

  • Aumento do volume do útero.
  • Coágulos no fluxo menstrual.
  • Aumento do fluxo menstrual.
  • Cólicas menstruais intensas.

Diagnóstico.

Geralmente, a adenomiose é mais frequente em mulheres que já engravidaram e com mais de 35 anos.

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Porém, não significa que pacientes mais jovens não podem ter a doença, principalmente aquelas que fizeram cirurgias no útero como curetagem uterina, que é mais comum de desenvolver a doença.

O diagnóstico é feito através de ultrassonografia da pelve ou pela ressonância magnética da pelve.

Além disso, alguns aspectos identificados na ultrassonografia podem ser relacionados a doença, são eles:

  • Cistos miometriais.
  • Espessura miometrial assimétrica que não são causadas por miomas.
  • Aumento do volume uterino.
  • Estrias miometriais hipoecoicas.
  • Textura miometrial heterogênea.
  • Finas linhas hiperecogênicas estendendo-se do endométrio para o miométrio.
  • Ilhas hiperecogências miometriais.
  • Espessamento ou interrupção do halo subendometrial.
  • Junção endométrio-miométrio irregular ou indistinta.
  • Nódulo miometrial heterogêneo e mal definido conhecido como adenomioma.
  • Distribuição irregular dos vasos sanguíneos no interior de uma lesão miometrial.

Esses são alguns sinais que podem ser identificados na ultrassonografia por um especialista.

Tratamento para adenomiose.

Existem algumas opções de tratamento para adenomiose. Por exemplo, o uso de medicamentos, ou por meio de procedimentos cirúrgicos para remover o excesso de tecido, além disso, pode ser feito um processo cirúrgico para retirar o útero todo. A embolização uterina também é um procedimento que alivia os sintomas.

Acima de tudo, o tipo de tratamento depende de alguns fatores, como idade da mulher e gravidade dos sintomas.

Além disso, o tratamento deve ser orientado por um especialista.

Alguns tipos de tratamentos que podem ser usados são:

  • Embolização de artéria uterina.

É um tratamento simples e seguro, geralmente o procedimento leva de 30 a 60 minutos.

A embolização de artéria uterina consiste em introduzir um cateter numa artéria da virilha ou punho. Guiada or imagem, o cateter é levado até o útero onde levará a obstrução dos vasos responsáveis por nutrir a adenomiose.

  • Medicamentos anti-inflamatórios.
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O medicamento é utilizado para tratar as dores intensas no período menstrual.

O tratamento deve começar 3 dias antes do ciclo menstrual e mantido até o fim do período.

  • Medicamentos hormonais.

Medicamentos hormonais com progesterona e estrogênio podem ser indicados para impedir a menstruação e consequentemente as dores causadas.

O tratamento pode ser feito com pílulas anticoncepcionais, DIU, anel vaginal ou adesivo anticoncepcional.

Além disso, esse tratamento não é indicado para mulheres que estão tentando engravidar.

  • Cirurgia.

Nos casos do excesso de tecido endometrial dentro do útero não se encontrar muito penetrado dentro do músculo uterino pode ser feita a cirurgia para retirar esse excesso de tecido.

Mas, em casos mais graves, muitas vezes é feita a histerectomia (retirada total do útero).

No entanto, depende é claro do desejo da mulher de engravidar ou não, sendo descartada então a cirurgia para retirada total do útero.

Acima de tudo, o tratamento adequado deve ser feito antes da mulher engravidar, para não correr o risco de ter uma gravidez ectópica, dificuldade na fixação do embrião e aborto.

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Dra. Juliana Amato

Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).

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