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Gravidez + Diabetes = Diabetes Gestacional

A diabetes gestacional é uma condição que surge exclusivamente durante a gravidez, afetando significativamente tanto a saúde da mãe quanto a do bebê. Compreender suas causas, sintomas, e métodos de manejo é crucial para garantir uma gestação segura e saudável.

Resumo

No vídeo, a Drª. Juliana Amato, ginecologista e obstetra, discute a diabetes gestacional, uma forma de diabetes que ocorre exclusivamente durante a gravidez. Explica que as alterações hormonais causadas pela placenta podem levar a uma má formação vascular, afetando a homeostase da insulina e elevando a glicemia. Os sintomas incluem aumento do consumo de água e da frequência urinária. Os riscos para o bebê incluem maior peso ao nascer e possíveis problemas de saúde futuros, como obesidade e diabetes. O diagnóstico é feito através de exames de glicemia e teste de tolerância oral a glicose a partir da 24ª semana de gestação. O tratamento envolve ajustes na dieta, exercícios físicos, e, se necessário, insulinoterapia, já que hipoglicemiantes orais são contraindicados durante a gravidez.

Transcrição

Olá, meu nome é Juliana Amato sou  ginecologista e obstetra da  Clínica Amato. Hoje nós vamos  conversar um pouquinho sobre  diabetes gestacional. E diabetes  gestacional é a condição de diabetes  que ocorre somente na gravidez.  O que ocorre é que  no início da gravidez a placenta é  formada e com isso a placenta é  responsável pela produção de vários  hormônios que mantêm o  equilíbrio hormonal. Diante  das inúmeras alterações hormonais  que a grávida vai ter durante a  evolução da sua gestação.  A placenta é formada nesse  início de gravidez e  o que ocorre é que essa essa  vascularização da  placenta ela não é bem formada e  com isso tem uma  alteração na homeostase da  insulina. Então a diabetes ela  começa a aparecer.  A glicemia ela aumenta e  começa a ter sintomas de  diabetes e os sintomas são: aumento  da ingestão de água, aumento  da urina durante a gestação, vai  mais vezes ao banheiro, para urinar.  Mas não é toda a urina porque quando  a gente está grávida o útero cresce  então a gente vai mais vezes  ao banheiro.  Quando a gente está grávida o útero  cresce e comprime a bexiga.  Nós vamos mais vezes ao banheiro  então tem um aumento dessa  frequência de ir ao banheiro.  Na diabetes  gestacional já é uma coisa  exagerada, já é uma urina  mesmo em grande  quantidade a urina ela  pode ficar mais amarelada.  Para o  feto, para o bebê, o que pode  ocasionar? Aumento  de peso então foram aqueles  grandes, gordinhos, que  nascem muito maiores  do que o esperado e com isso quando  ele nasce ele pode ter hipoglicemia.  Ele pode ter obesidade quando  mais velho e ele pode ter um  maior risco de diabetes gestacional quando ele for  adulto.  Quais exames  são feitos para diagnosticar uma  diabetes gestacional?  Inicialmente no pré  natal e avaliada com um exame de  glicemia mas a partir  da 24ª semana é  solicitado um exame de teste de  tolerância oral a glicose.  Ele vai fazer o diagnóstico dessa  diabetes gestacional.  Como que a gente faz o manejo dessa  diabetes gestacional?  Como a gente faz o tratamento?  Inicialmente o  tratamento é adequar a alimentação  à  dieta, e exercícios físicos na  medida da pessoa que ela está  acostumada mas tem que  fazer um exercício físico.  Mudanças de hábitos mesmo ter  hábitos mais saudáveis. Se a  diminuição da ingestão de  carboidratos, de açúcar como a  frutose, como os  açúcares em geral não melhorarem  essa  condição de diabetes gestacional, aí sim  é indicado entrar com  insulinoterapia.  No caso de gestante,  o mais usado é a insulina, não  pode ser os hipoglicemiantes orais  porque eles são contra indicados  durante a gravidez.  Normalmente esse controle  é  até razoável se a paciente ajudar  junto com a alimentação.  Então leva-se uma  gravidez até o termo, até o  final, normal, mas depois  da gravidez, ainda tem que fazer um  acompanhamento porque a maioria das  pacientes que adquiriram diabetes  gestacional  passam após  12 semanas pós parto a  não ter mais essa condição.  Mas algumas dependendo  do nível de glicemia se for  bem controlado ou não elas continuam  sendo diabéticas.  Por isso é importante o  acompanhamento com seu obstetra  e fazer um pré natal muito bem  feito. Se você gostou desse  vídeo inscreva-se  no nosso canal, ative a Sininho de  notificação, deixe seu comentário,  deixe seu like  que você receberá novos vídeos.  Obrigada.

Origem da Diabetes Gestacional

Durante o início da gravidez, a formação da placenta desencadeia uma série de mudanças hormonais no corpo da mulher. A placenta, vital para manter o equilíbrio hormonal durante a gestação, também influencia a função da insulina. Em alguns casos, essas alterações hormonais podem comprometer a capacidade do corpo de gerenciar eficientemente os níveis de açúcar no sangue, resultando em diabetes gestacional.

Sintomas Comuns

Os sintomas da diabetes gestacional podem ser sutis e frequentemente confundidos com aspectos normais da gravidez. No entanto, alguns sinais devem ser observados atentamente:

  • Aumento significativo da sede.
  • Necessidade frequente de urinar, além do esperado pelo crescimento do útero que comprime a bexiga.
  • Urina mais amarelada e em grande quantidade.

Impactos no Bebê

Para o feto, os riscos incluem o aumento de peso acima do padrão esperado, o que pode levar a complicações no nascimento como a hipoglicemia neonatal. A longo prazo, essas crianças podem ter uma predisposição maior para obesidade e diabetes, perpetuando um ciclo de desafios de saúde.

Diagnóstico e Monitoramento

O diagnóstico da diabetes gestacional geralmente começa com exames de glicemia no início do pré-natal, mas torna-se mais intensivo a partir da 24ª semana de gestação, através do teste de tolerância oral à glicose. Este exame é decisivo para confirmar a condição.

Gerenciamento e Tratamento

O tratamento inicial foca em ajustes na dieta e incremento de exercícios físicos, adequados ao nível de atividade que a gestante já está acostumada. A redução no consumo de carboidratos e açúcares é essencial. Se essas mudanças não forem suficientes para controlar os níveis de glicose, a insulinoterapia pode ser necessária, pois os medicamentos hipoglicemiantes orais são contraindicados durante a gravidez.

Cuidados Pós-Parto

Após o nascimento do bebê, é importante continuar o monitoramento, pois muitas mulheres veem sua glicemia normalizar dentro de 12 semanas pós-parto. No entanto, dependendo do controle glicêmico durante a gestação, algumas mulheres podem continuar a apresentar diabetes, necessitando de acompanhamento médico contínuo.

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Dra. Juliana Amato

Dra. Juliana Amato

Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).

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