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Reprodução assistida para ficar grávida

A infertilidade feminina

Para uma mulher ser considerada infértil ela precisa ser incapaz de engravidar naturalmente após um ano de tentativas, isto é, mesmo tendo relações sexuais frequentes, durante o seu período fértil, com um homem que tem a fertilidade preservada. Quando uma mulher que deseja ser mãe se percebe nessa situação, ela deve procurar ajuda de um médico especialista em reprodução humana para que possa ser avaliada.

 

O sistema reprodutivo feminino é formado por diferentes órgãos e células que precisam estar funcionando de forma perfeita e harmoniosa para que a concepção seja possível. São órgãos pertencentes a esse sistema a vagina, o útero, os ovários e as trompas (que conectam os dois anteriormente citados), e trabalham com eles diferentes hormônios (como o estrogênio e a progesterona) e diferentes células (como os folículos ovarianos, que a cada ciclo liberam uma célula com potencial para ser tornar óvulo). A falha em qualquer um desses órgãos ou células, assim como em partes específicas do cérebro que controlam todo esse processo, pode ser a responsável pela incapacidade de uma mulher se reproduzir.

 

Dessa forma, o “problema” pode estar nos ovários, no endométrio (camada interna do útero), nos tecidos que conectam os órgãos uns aos outros, promovendo sua sustentação dentro da bacia, nas trompas uterinas, na produção e ação de hormônios etc. Um quarto das causas de infertilidade feminina é devido a doenças do ovário, como a ausência de ovulação ou o envelhecimento do óvulo – este último mais frequentemente devido ao envelhecimento da própria mulher. A endometriose (doença caracterizada pela presença de endométrio fora da cavidade uterina) aparece em segundo lugar como causa de infertilidade, sendo responsável por 15% dos casos; depois temos as doenças das trompas ou dos tecidos de sustentação mencionados anteriormente, que normalmente representam obstáculos físicos no caminho do óvulo ou do embrião, impedindo que ele percorra o seu percurso natural e se desenvolva. Má-formações uterinas ou a presença de pólipos ou tumores dentro do útero também podem ser responsáveis em alguns casos, pois não permitem que o órgão seja capaz de sustentar a gravidez.

 

Outras causas ainda incluem doenças da cérvice feminina (a cérvice é a entrada do útero, que está localizada no fundo da vagina, ao alcance do exame físico de rotina do médico ginecologista), do sistema imunológico (que é o sistema de defesa do organismo) e as genéticas e, ainda assim mesmo, após intensa investigação, às vezes o motivo da infertilidade mantém-se desconhecido.

 

O acompanhamento do médico especialista tem por objetivo descobrir o que causa a infertilidade e qual é o meio para superá-la. Essa meta é alcançada por meio de um estudo minucioso da saúde do casal, que também inclui a realização de exames de imagem e de sangue. Com esse estudo, o médico deve ser capaz de diagnosticar qual parte desse complexo sistema não está funcionando adequadamente, podendo, a partir daí, elaborar um plano que se adapte especificamente ao caso em questão, sendo que o atendimento individualizado promove maiores chances de sucesso do tratamento.

Fonte: Amato, JLS. Em Busca Da Fertilidade. 2014

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