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Candidíase, tudo o que você precisa saber sobre a doença

Candidiase

Candidíase, tudo o que você precisa saber sobre a doença

Candidíase é uma doença que afeta milhões de mulheres no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Porém, as pessoas que pensam que só afetam mulheres, estão enganadas. A verdade é que essa doença afeta também os homens, mesmo que o número de casos seja menor.

O artigo a seguir, apesar de falar muito sobre candidíase feminina, não deixará de abordar também a masculina.

Mas antes, precisamos entender melhor o que exatamente é a candidíase e o que causa essa doença.

O que é a candidíase?

A candidíase é uma infecção causada por fungos que afetam muito frequentemente uma mucosa.

Embora existam diferentes tipos (como, por exemplo, a oral, conhecida como aftas), a candidíase vaginal é certamente a mais conhecida, pois ocorre pelo menos uma vez na vida, principalmente em mulheres em idade fértil, sendo estas 75% das afetadas.

Mas o sexo feminino não é o único afetado, pois existem formas que afetam também os homens, como já mencionado antes.

Como eles se manifestam? Existe a possibilidade de que, uma vez tratados, eles possam se repetir?

É mais frequente encontrar a infecção em pessoas que tem uma das características a seguir:

  • imunossuprimidos (com deficiência no sistema imunológico);
  • aqueles que, por qualquer motivo, estão sendo tratados com antibioticoterapia;
  • pacientes com câncer submetidos a tratamentos de quimioterapia ou radioterapia;
  • mulheres na menopausa;
  • gestantes (variação hormonal favorece a replicação da cândida);
  • meninas/adolescentes que ainda não tiveram menarca;
  • diabéticos;
  • usuárias de duchas vaginais com pH neutro ou alcalino;
  • pessoas com condições estressantes.
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As causas mais comuns da candidíase

A doença se desenvolve a partir de uma infecção com germes endógenos.

De fato, hoje está amplamente demonstrado que a vagina possui uma flora bacteriana própria composta, em grande prevalência, por lactobacilos (os ‘bons’ microorganismos), que proliferam em pH ácido (4,5 ou inferior).

Quando são usados ​​antibióticos, por exemplo, essa flora fica ameaçada, levando à eliminação de lactobacilos e ao desenvolvimento de colônias de diferentes germes e bactérias.

Esses germes e bactérias levam ao aparecimento de vaginite ou vulvovaginite (se também afetar os genitais externos). Felizmente, a candidíase não se estende mais internamente do que a vagina, por isso não afeta o útero ou os ovários.

O equilíbrio hormonal normal da mulher faz com que a vagina acumule glicogênio (açúcar complexo), que é a nutrição dos lactobacilos; se não houver glicogênio, o lactobacilo não cresce, a proteção é menor e, portanto, há mais possibilidade de proliferação de outros germes e bactérias.

Outros fatores de risco que podem favorecer o aparecimento da candidíase são:

  • o consumo de alimentos com alto teor de açúcar ;
  • relações sexuais com parceiros infectados (essa troca de fungos, de fato, é a causa mais frequente do desenvolvimento de candidíase em homens).

No entanto, a candidíase não deve ser considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST/DST), pois, conforme explicado, se desenvolve a partir de uma infecção por fungos.

O artigo sobre candidíase do site Fertilidade.org conta com as seguintes causas:

  • Clima muito quente ou úmido;
  • Falta de higiene;
  • Roupas muito apertadas;
  • Tecidos sintéticos que não deixam a pele “respirar”;
  • Uso de antibióticos;
  • Exposição frequente a substâncias que irritam a pele;
  • Passar muito tempo na água;
  • Doenças inflamatórias, como a psoríase;
  • Uso de corticóides ou outros medicamentos imunossupressores;
  • Gravidez;
  • Doenças que afetam o sistema imunológico, como diabetes e doença de Cushing.

Pessoas com maiores riscos de candidíase

Certas pessoas correm maior risco de desenvolver a doença. Em particular:

  • na verdade, as mulheres na menopausa são mais propensas a candidíase porque seu pH vaginal não é mais ácido Deixando de produzir glicogênio em quantidades adequadas devido à falta de estrogênio, os lactobacilos não são nutridos pelo glicogênio e, portanto, o grau de proteção é reduzido, deixando o “campo livre” para germes e bactérias;
  • Os diabéticos são uma das categorias com maior risco de desenvolver candidíase devido a um equilíbrio glicêmico deficiente.

Sintomas de candidíase vaginal

A maioria das infecções são geralmente acompanhadas de vermelhidão, coceira e desconforto, e lesões esbranquiçadas.

Os sintomas da candidíase podem variar dependendo da área afetada. Em crianças, principalmente entre as idades de três e nove anos, afetadas por infecções da boca, normalmente se apresenta como manchas brancas ao redor da boca e nas membranas mucosas, chamadas de afta, que também afetam os adultos.

Os sintomas da infecção genital masculina incluem feridas vermelhas, manchas perto da cabeça do pênis ou do prepúcio, coceira intensa ou sensação de queimação.

Em pessoas imunossuprimidas, a candidíase se apresenta como uma infecção localizada da pele ou membranas mucosas, incluindo a cavidade oral (aftas), faringe ou esôfago, trato gastrointestinal, bexiga ou genitais.

Em alguns casos eles podem se tornar sistêmicos causando uma condição muito mais grave chamada candidemia.

A candidíase costuma se manifestar com:

  • vermelhidão e irritação da genitália externa;
  • muito coceira;
  • dor durante as relações sexuais;
  • queima e corrimento geralmente branco-escama como leite coagulado.

Como reconhecer uma candidíase vaginal, masculina e intestinal: sintomas e diagnóstico

O sinal mais comum é o corrimento vaginal branco, inodoro, diferente de outros corrimentos por ser mais “denso”, com consistência de requeijão.

Em muitos casos, mas nem sempre, se a doença for disseminada, pode causar coceira intensa, ardor íntimo ao urinar e dor durante a relação sexual.

Os genitais externos podem parecer inchados e vermelhos, especialmente se a pessoa ficar se coçando.

O problema com a doença é que muitas vezes ela pode aparecer ao longo da vida e, se tratada várias vezes com os mesmos medicamentos, pode se tornar resistente a eles.

Em particular, tendem a ser resistentes, as formas “não albicanas”. Estima-se que cerca de metade das mulheres que tiveram candidíase sofram várias vezes na vida e 5% delas têm uma doença recorrente .

No homem, os sintomas são uma leve vermelhidão na glande se a infecção estiver contida, ou uma extensão para toda a área peniana e para as regiões inguinal, escrotal e perineal. Pequenas placas brancas podem aparecer no pênis.

Os sintomas masculinos serão apresentados como lista mais a frente.

Assim que esses sintomas são observados, principalmente aqueles que duram vários dias, é bom ir ao ginecologista para verificar se é precisamente candidíase, e não outras doenças.

O especialista consegue identificar a presença da doença mesmo a olho nu, mas é aconselhável proceder a um exame realizado com a retirada de algum material com um swab.

Não é por acaso que, em muitas ocasiões, a presença de candidíase (em geral, inflamação) é constatada durante o exame de Papanicolau (ou teste de HPV), que é realizado precisamente por meio de um swab.

A avaliação da candidíase invasiva, por outro lado, requer exames instrumentais como a gastroscopia, colposcopia e exames de sangue.

Quanto à Candida intestinal (embora rara, mas também possível em crianças), pode causar sintomas como lentidão dos processos digestivos, inchaço e meteorismo, perda de peso, cólicas ou períodos de diarreia alternados com constipação.

Na maioria dos casos não se nota a presença de candidíase intestinal, mas com o tempo a proliferação desse fungo pode favorecer o aparecimento de inflamação no cólon, como enterite ou colite.

O diagnóstico não é fácil porque a confirmação exige exames específicos como a colonoscopia, mas o médico já pode ter uma primeira ideia analisando a presença da candidíase nas fezes.

Em caso de candidíase, é necessário tomar antifúngicos. Para manter um intestino saudável e funcional, é sempre recomendada uma dieta rica em peixes, frutas e vegetais e pobre em alimentos processados, açúcares complexos e álcool.

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Candidíase no ciclo menstrual

A gestão do ciclo menstrual pode agravar a situação de candidíase presente, porque a maioria dos absorventes reduz a transpiração do trato vaginal aumentando a umidade, o que ajuda o fungo a proliferar.

Para minimizar os sintomas, bons hábitos de higiene são essenciais, começando por produtos de limpeza íntimos delicados e sem produtos químicos (você pode pedir na farmácia) e optando por absorventes higiênicos e absorventes íntimos sem perfume e com o mínimo de plástico possível.

Felizmente, existem muitos no mercado hoje, feitos de algodão. Em qualquer caso, é bom trocar a cada 3-4 horas, e se o fluxo for abundante, com ainda mais frequência.

Absorventes que retêm sangue na vagina devem ser evitados. O coletor menstrual, por outro lado, parece ser um bom aliado contra a candidíase.

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Candidíase na gestação

A gestação é um período particularmente frutífero para a doença. Primeiro porque a presença de estrogênio favorece a proliferação do fungo, e durante a gravidez o nível desses hormônios aumenta muito.

Em segundo lugar, porque na gestação o PH da vagina é reduzido, criando melhores condições para a proliferação do fungo.

No entanto, não é preciso ter medo: existem medicamentos seguros para eliminar o problema. A primeira coisa a fazer é entrar em contato com seu médico que irá recomendar a melhor escolha para seu caso.

Diagnóstico da candidíase

 Apesar de dar para identificar os sintomas, o ideal não é simplesmente se autodiagnosticar. Lembre-se de que todas as doenças precisam de um especialista para identificar. Neste caso, qual o médico para avaliar?

Para diagnosticar a candidíase corretamente, basta uma consulta clínica (de preferência com um ginecologista especialista).

Esse médico fará algumas perguntas para fazer o diagnóstico corretamente. Ele irá:

  • Perguntar seus sintomas;
  • Realizar um exame físico, observando o aspecto da área infectada;
  • Perguntar sobre o uso recente de antibióticos ou medicamentos que podem afetar seu sistema imunológico.

Ele também levará em consideração qualquer histórico de diabetes, câncer, HIV ou outras doenças crônicas.

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Como curar candidíase

Para tratar a doença é necessário restabelecer o equilíbrio da flora bacteriana vaginal e, em caso de recidivas (a volta da doença), pode ser útil recorrer a antifúngicos.

Como restaurar a flora bacteriana vaginal

Como você restaura os lactobacilos caso eles falhem? A este respeito, existem preparações locais, especialmente alguns remédios passados por seu médico, que contêm lactobacilos e que são absolutamente capazes de ajudar o corpo a restaurar o equilíbrio correto.

Se você quiser saber cuidados mais específicos que qualquer pessoa pode fazer, clique aqui.

E se a doença voltar?

No caso de recidivas frequentes, a terapia antifúngica deve ser administrada de forma geral, assim como a profilaxia deve ser implementada com preparações orais em ciclos em doses baixas.

Em todos os casos, deixe sempre seu médico informado sobre a candidíase, e tome cuidado para não se medicar de forma errada.

Como prevenir a candidíase

A doença pode ser prevenida com alguns truques. Aqui estão as dicas para prevenir esta infecção:

  • para preservar o pH vaginal, é sempre melhor preferir produtos de higiene íntima com pH ácido. Melhor não usar produtos de limpeza perfumados porque podem danificar as defesas naturais.
  • Evite a lavagem interna, que já foi amplamente utilizada: isso porque os sabonetes antibacterianos usados anteriormente podem danificar a flora bacteriana e expor a pessoa a um risco maior de contrair infecções e candidíase. No momento dão alívio mas, na realidade, o efeito é o contrário.
  • Ao tomar banho de mar, principalmente nas mulheres, manter o maiô molhado por muito tempo pode favorecer o aparecimento da doença. Melhor, após o banho, trocá-lo por um seco e evitar o contato direto dos genitais com a areia.
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Candidíase em homens (masculina)

Como já mencionado anteriormente, a candidíase também pode afetar indivíduos do sexo masculino com vermelhidão localizada nos genitais masculinos, embora seja menos frequente.

Embora menos comum, a candidíase masculina não deve ser subestimada.

Se por um lado a parceira faz vários tratamentos para curá-la, por outro o parceiro a ignora, criando o chamado ‘efeito ping pong’, pelo qual o transtorno tende a se resolver apenas por um curto período.

Se o homem for portador de candidíase (e não se curar), será mais provável que, durante a relação sexual, consiga infectar novamente sua parceira.

Sintomas de candidíase em homens

Em homens, essa patologia geralmente se manifesta com:

  • uma vermelhidão da glande do pênis (daí a parte superior do pênis);
  • uretrite;
  • dor ao urinar.

No geral, a candidíase pode ser encontrada tanto em homens, como em mulheres, por isso, o mais recomendado é sempre estar informado, e evitar ignorar os sintomas. Converse com um médico sobre isso e não deixe de cuidar de sua saúde.

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