A colher cheia de açúcar pode influenciar na sua fertilidade?

Açúcar e a fertilidade

Estudos recentes sugerem que bebidas açucaradas, mesmo aquelas com adoçantes artificiais podem influenciar negativamente as chances de gravidez . Não é só a gordura que influencia na dieta da fertilidade.

Açúcar e a fertilidade

Apesar de longe de ser conclusivo, diversos estudos sugerem que bebidas adoçadas podem afetar as chances de gestação, incluindo:

  • Médicos de Harvard viram que beber uma bebida açucarada por dia pode diminuir a taxa de sucesso na FIV em 12% e mais de uma bebida por dia diminui em 16%
  • Pesquisadores brasileiros mostraram que consumir bebidas açucaradas ou com adoçantes reduz a qualidade do embrião e as chances de implantação. 

Esse efeito não ocorreu com o café sem açucar/adoçante.

A razão para isso não está clara. Sabemos que obesidade e ovários policísticos estão associados com a infertilidade e aborto, além de mudanças em como o corpo lida com a açucar, que pode diminuir as chances de gravidez .

Então, o que fazer?

É uma boa idéia diminuir a quantidade de produtos açucarados/adoçados ingeridos diariamente para um mínimo quanto estiver tentando engravidar. Diminuir tanto o açúcar quanto os adoçantes.

Não entre em pânico. Mulheres que usam açúcar e adoçantes engravidam a todo momento, mesmo com chances menores. Ainda existem muitos fatores que influenciam a fertilidade , e os estudos estão longe de ser definitivos.

 

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Fonte:

  1. ARTIFICIAL SWEETENERS – DO THEY BEAR AN INFERTILITY RISK?
  2. A Randomized Trial of Sugar-Sweetened Beverages and Adolescent Body Weight

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Dra. Juliana Amato

Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).