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Quanto custa uma FIV em 2026? Saiba por que o preço varia

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O panorama de preços da FIV em 2026

A pergunta “quanto custa uma FIV em 2026?” não tem uma única resposta porque cada tratamento é montado sob medida. Ainda assim, é possível entender por que há tanta variação e como planejar um orçamento realista. O custo FIV é composto por três blocos principais: acompanhamento médico, medicações de estímulo ovariano e serviços de laboratório (coleta, fertilização e transferência). A combinação desses itens muda conforme a idade, a reserva ovariana, o diagnóstico do casal e as técnicas escolhidas. Neste guia, você verá onde o dinheiro efetivamente vai, faixas de preço típicas no Brasil em 2026 e estratégias práticas para reduzir gastos sem comprometer a segurança ou as chances de sucesso.

Etapas do tratamento: onde o dinheiro vai

Entender as fases da fertilização in vitro ajuda a traduzir a planilha de custos. Cada etapa tem custos próprios e previsões que podem oscilar. A seguir, um passo a passo com foco no impacto financeiro.

Estimulação ovariana e monitorização

Nesta fase, a mulher utiliza injeções diárias para estimular o crescimento de múltiplos folículos. O médico acompanha o desenvolvimento por ultrassons seriados e, quando os folículos chegam ao tamanho ideal, indica a medicação de disparo da ovulação.

– O que costuma compor o custo:
– Consultas e honorários médicos durante o ciclo
– Ultrassonografias seriadas
– Medicações de estímulo (agonistas/antagonistas, gonadotrofinas, gatilho ovulatório)
– Exames de sangue pontuais (por exemplo, estradiol)

– Por que varia:
– Perfil da paciente (baixa reserva ovariana demanda doses maiores)
– Condições como endometriose podem requerer protocolos mais complexos
– Síndrome dos ovários policísticos pode exigir doses menores e monitorização cuidadosa
– Escolha de marcas de medicamentos e disponibilidade de biossimilares

Coleta dos óvulos, laboratório e transferência

A punção folicular é feita em ambiente cirúrgico conectado ao laboratório de reprodução. Os óvulos coletados são trabalhados por embriologistas, fecundados e acompanhados até a transferência ao útero.

– O que costuma compor o custo:
– Uso de sala cirúrgica e materiais
– Sedação/anestesia e equipe de apoio
– Taxa de laboratório (FIV/ICSI, placas, pipetas, meios de cultura, microscópios)
– Incubadoras e avaliação diária dos embriões
– Transferência embrionária (a fresco ou após congelamento)
– Eventuais adicionais: cultura prolongada até blastocisto, vitrificação (congelamento), armazenamento, preparo endometrial para transferência em ciclo posterior

– Por que varia:
– Técnicas laboratoriais escolhidas (ICSI é a mais usada quando há fator masculino)
– Quantidade de óvulos/embriões a serem trabalhados
– Necessidade de testes genéticos (PGT-A) e número de embriões testados
– Opções de transferência única ou múltipla (quando indicado), e número de tentativas planejadas

O que mais pesa no custo FIV

Fatores clínicos e escolhas de laboratório respondem pela maior parte da variação do orçamento. Conhecê-los permite antever o investimento e negociar pacotes com a clínica.

Perfil clínico da paciente e do casal

A biologia é o motor do custo FIV. Quanto mais medicação e monitorização forem necessárias para obter bons óvulos, maior tende a ser o gasto.

– Idade e reserva ovariana
– Mulheres com reserva baixa (AMH reduzido, contagem de folículos antrais baixa) costumam precisar de doses mais altas de gonadotrofinas por mais dias.
– Em 2026, a variação de preço dos insumos farmacêuticos, influenciados por câmbio e importação, impacta diretamente o preço final das medicações.

– Diagnósticos associados
– Endometriose pode exigir protocolos específicos, às vezes combinando medicações ou diferentes fases de preparo.
– Síndrome dos ovários policísticos (SOP) pode demandar doses menores, mas exige vigilância para evitar hiper-resposta.
– Fator masculino severo frequentemente direciona ao uso de ICSI, consolidada como padrão em muitos laboratórios.

– Condições gerais de saúde
– IMC elevado, tabagismo ou alterações hormonais podem reduzir a resposta e elevar custos indiretos, por aumentar a chance de ciclos adicionais.
– Otimizar saúde prévia pode traduzir-se em menos medicação, menos tempo e melhor eficiência.

Tecnologias laboratoriais e serviços extras

O laboratório concentra insumos de alto custo e expertise técnica, fatores decisivos no orçamento.

– Técnicas e equipamentos
– ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) é comum em fator masculino e agrega taxa específica em muitos centros.
– Cultura até blastocisto (dia 5/6) exige mais tempo e insumos, mas pode melhorar a seleção embrionária.
– Sistemas time-lapse (incubadoras com monitoramento contínuo) podem ter custo adicional.

– Testagem genética (PGT-A)
– Indicado em situações como idade materna avançada, perdas gestacionais de repetição ou falhas prévias. O custo inclui a biópsia e a análise genética, variando com o número de embriões.

Criopreservação e armazenamento
– Congelar embriões/óvulos inclui a taxa de vitrificação e uma anuidade de manutenção do banco.
– Cada transferência posterior (FET) tem custos próprios, mas costuma ser mais barata que repetir um ciclo completo de coleta.

– Outras possibilidades
– Assisted hatching, IMSI/PICSI e outros “add-ons” devem ser indicados com critério. Questione sempre a evidência científica e o impacto real nas taxas de sucesso do seu perfil.

Faixas de preço em 2026: exemplos reais e cenários

Os valores abaixo são aproximados para o Brasil em 2026 e podem variar conforme cidade, reputação da clínica, equipe, câmbio e disponibilidade de insumos. Servem como referência para construir seu orçamento e entender o custo FIV em cada etapa.

Itens típicos e estimativas

– Consultas e acompanhamento durante o ciclo: R$ 2.000 a R$ 6.000
– Ultrassonografias seriadas (pacote): R$ 1.000 a R$ 3.000
– Medicações de estímulo (por ciclo): R$ 8.000 a R$ 22.000
– Punção folicular (sala, materiais, sedação): R$ 3.000 a R$ 8.000
– Taxa de laboratório FIV/ICSI (inclui manipulação, meios, cultura): R$ 10.000 a R$ 20.000
– Cultura até blastocisto (se cobrada à parte): R$ 1.500 a R$ 4.000
– Transferência embrionária (a fresco): R$ 2.500 a R$ 6.000
– Vitrificação de embriões (por ciclo): R$ 1.500 a R$ 3.500
– Armazenamento anual de embriões/óvulos: R$ 800 a R$ 1.500
– Transferência de embriões congelados (FET): R$ 3.000 a R$ 7.000
– PGT-A (biópsia + análise, dependendo do número de embriões): R$ 8.000 a R$ 18.000 + R$ 800 a R$ 1.500 por embrião analisado
– Exames pré-ciclo (sorologias, hormônios, espermograma, histeroscopia quando indicada): R$ 1.000 a R$ 4.000
– Medicações para preparo endometrial (em FET ou transferência programada): R$ 500 a R$ 1.500

Observação prática:
– Em muitas clínicas, alguns itens são agrupados em pacotes. Peça um orçamento detalhado com o que está incluído e excluído para comparar de forma justa.

Cenários comparativos

– Ciclo padrão com ICSI, sem PGT-A, com transferência a fresco
– Consultas/USG: R$ 3.000
– Medicações: R$ 10.000 a R$ 18.000
– Punção + laboratório (ICSI + cultura): R$ 14.000 a R$ 24.000
– Transferência a fresco: R$ 3.000 a R$ 5.000
– Total típico: R$ 30.000 a R$ 50.000

– Ciclo com PGT-A e congelamento (transferência posterior)
– Consultas/USG: R$ 3.500
– Medicações: R$ 12.000 a R$ 22.000
– Punção + laboratório: R$ 14.000 a R$ 24.000
– Cultura até blastocisto: R$ 2.000 a R$ 4.000
– PGT-A (considerando 4 a 6 embriões avaliados): R$ 12.000 a R$ 22.000
– Vitrificação + armazenamento inicial: R$ 2.000 a R$ 4.000
– Transferência de embrião congelado (FET) posterior: R$ 3.500 a R$ 7.000
– Total típico: R$ 49.000 a R$ 83.000

– Ovodoação (quando indicada)
– Honorários do programa + laboratório + medicações da doadora e receptora + transferências
– Total típico: R$ 55.000 a R$ 95.000, variando conforme o modelo (anônimo/compartilhado), disponibilidade e logística

– Transferência adicional de embriões já congelados (sem nova coleta)
– Preparo endometrial + FET + medicamentos: R$ 4.000 a R$ 10.000

– Alternativas quando indicadas (não é FIV)
– Inseminação intrauterina (IIU): R$ 3.000 a R$ 8.000 por tentativa, útil em casos selecionados; pode reduzir custo global se clinicamente adequada.

Por que 2026 pode estar mais caro que anos anteriores?
– Equipamentos, meios de cultura e fármacos são, em grande parte, importados. Oscilações cambiais e cadeias de suprimento impactam o custo FIV, assim como atualização tecnológica e exigências regulatórias.

Estratégias para otimizar gastos sem perder qualidade

Reduzir custos não significa cortar segurança. Significa fazer escolhas inteligentes, personalizadas e baseadas em evidência para o seu cenário clínico.

Decisões clínicas inteligentes

– Tenha um diagnóstico fechado antes de iniciar
– Realize a avaliação completa (AMH, contagem de folículos antrais, espermograma avançado quando necessário, histerossalpingografia/histeroscopia em casos indicados).
– Ajustar o protocolo desde o início evita trocas de medicação e ciclos subótimos.

– Discuta objetivos e probabilidade de sucesso por ciclo
– Alinhe expectativas com taxa de nascido vivo por faixa etária e diagnóstico. Isso ajuda a decidir entre tentativa única ou pacotes de 2–3 ciclos, equilibrando custo FIV e chance cumulativa.

– Questione “add-ons” com evidência
– Pergunte por que, para o seu caso específico, técnicas como time-lapse, assisted hatching, IMSI/PICSI ou PGT-A agregam resultado. Se o ganho for marginal, evite custos desnecessários.

– Avalie protocolos de estimulação “convencionais” versus “mild”
– Em alguns perfis, estimular com doses moderadas pode reduzir medicação sem prejudicar o desfecho. A decisão é individual e técnica.

– Otimize a saúde antes do ciclo
– Parar de fumar, ajustar o IMC, corrigir vitamina D, tratar tireoide e controlar endometriose/hidrossalpinge quando indicadas aumentam eficiência e podem diminuir o número de tentativas.
– Planeje 60–90 dias de preparo pré-concepção para melhorar qualidade dos gametas.

Gestão financeira prática

– Solicite orçamentos detalhados e comparáveis
– Peça lista item a item, com o que está incluído (consultas, USG, punção, ICSI, transferência) e o que é cobrado à parte (PGT-A, criopreservação, FET, armazenamento, medicamentos).

– Pergunte sobre pacotes e políticas de repetição
– Verifique se há desconto para múltiplos ciclos, reembolsos parciais em caso de cancelamento antes da punção, e quanto custam transferências subsequentes de embriões congelados.

– Planeje as medicações
– Combine com o médico a faixa de doses provável e peça duas simulações: cenário “mínimo” e “máximo”.
– Consulte farmácias especializadas, programas de benefícios dos fabricantes e verifique opções de biossimilares.

– Considere logística e deslocamento
– Às vezes, economizar na clínica e gastar com viagens/hospedagem pode sair mais caro. Some todos os custos (tempo, transporte, estadia, faltas ao trabalho).

– Verifique opções de parcelamento e financiamento
– Muitas clínicas trabalham com parceiros financeiros. Compare CET, prazos e impacto no orçamento mensal antes de decidir.

– Mantenha uma reserva para imprevistos
– Separe 10–15% do orçamento para exames adicionais, ajustes de dose ou necessidade de conversão do ciclo (por exemplo, congelar todos os embriões por indicação clínica).

Do orçamento à primeira consulta: seu plano de ação

Com a visão clara dos componentes do custo FIV, é hora de transformar informação em decisão. Um bom plano de ação encurta o caminho entre a primeira consulta e o positivo.

Checklist para orçar sua FIV

1. Levante seu histórico e exames atuais
– Idade, tempo de tentativa, histórico reprodutivo, comorbidades, uso de medicamentos.

2. Marque uma consulta com especialista em reprodução
– Leve todos os exames. Pergunte qual seria o protocolo provável e a dose estimada de medicação.

3. Peça um orçamento discriminado
– Solicite valores para: consultas/USG, punção com sedação, taxa de laboratório (FIV/ICSI), cultura até blastocisto, transferência, criopreservação e armazenamento, PGT-A (se indicado), FET e medicações.

4. Faça duas simulações
– Cenário A (sem PGT-A, transferência a fresco) e Cenário B (com PGT-A + FET). Compare custo/benefício conforme o seu perfil.

5. Confirme o que acontece em caso de cancelamento
– Se a estimulação precisar ser interrompida, quais taxas permanecem? Há reaproveitamento de parte do valor em um ciclo seguinte?

6. Pergunte sobre resultados clínicos
– Taxas de gravidez, implantação e nascido vivo por faixa etária e diagnóstico. Compare com benchmarks reconhecidos.

7. Planeje o calendário e a logística
– Entenda quantas visitas serão necessárias, horários e possíveis faltas no trabalho. Isso entra no custo total.

Sinais de uma clínica transparente

– Entrega orçamento claro, com itens e valores separados
– Explica indicações e evidências para cada técnica adicional
– Publica ou compartilha indicadores de resultado auditáveis
– Estimula segunda opinião quando há dúvida
– Oferece canais de contato para dúvidas financeiras e clínicas

Ao final, lembre-se: o objetivo não é encontrar “o mais barato”, e sim o melhor valor para o seu caso, equilibrando experiência da equipe, infraestrutura de laboratório e previsibilidade orçamentária. Quando você entende o custo FIV por dentro, negocia melhor, evita surpresas e foca no que importa: maximizar suas chances com segurança.

Para avançar hoje, agende uma consulta com um especialista em reprodução, leve o checklist deste artigo e peça duas propostas comparáveis (com e sem PGT-A). Com informação, clareza e um plano financeiro realista, você transforma intenção em ação — e dá o próximo passo rumo ao seu projeto de família.

O vídeo aborda os custos envolvidos na fertilização in vitro (FIV). O procedimento começa com a indução da ovulação, que é feita com injeções que a mulher se aplica em casa, acompanhadas por ultrassons regulares para monitorar o crescimento folicular. Os custos iniciais incluem honorários médicos e exames de imagem, além das medicações, que variam de acordo com a resposta de cada paciente. A segunda etapa envolve a coleta dos folículos em um laboratório especializado, onde há custos com o espaço, biólogos e materiais utilizados para a fertilização. O valor total do tratamento é variável e depende do diagnóstico do casal e do tipo de medicação necessária. O ideal é que os interessados consultem um médico especialista para obter uma estimativa mais precisa dos custos. O vídeo finaliza incentivando os espectadores a se inscreverem no canal e ativarem as notificações.

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