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O Papilomavírus Humano (HPV): Um Guia Completo

O que é o HPV?

O Papilomavírus Humano (HPV) é um dos vírus mais comuns transmitidos sexualmente. Mas, surpreendentemente, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que realmente é, como se transmite e quais são suas consequências. Vamos desmistificar esse vírus tão falado.

Sumário

O vídeo apresenta uma discussão aprofundada sobre o Papilomavírus Humano (HPV), conduzida pela ginecologista Juliana Amato. Ela começa esclarecendo que o HPV não é um único vírus, mas um grupo com mais de 200 tipos, que afeta grande parte da população sexualmente ativa. A Dra. Amato destaca que cerca de 80% das pessoas infectadas pelo HPV se curam naturalmente, graças à capacidade do sistema imunológico de eliminar o vírus. No entanto, 20% podem desenvolver doenças, incluindo câncer de colo de útero, anal, e lesões em várias partes do corpo, como vagina, ânus, boca, língua e pênis.

Ela enfatiza que a transmissão do HPV não se dá apenas por contato sexual, mas também pode ocorrer através do contato pele a pele, e em casos raros, durante o parto. A transmissão não é efetivamente prevenida pelo uso de preservativos, já que podem ocorrer contatos de pele não cobertos pela proteção. A Dra. Amato também aborda os sintomas do HPV, que variam dependendo do tipo de vírus e da área infectada. O HPV de alto risco geralmente é assintomático, mas pode levar a cânceres, enquanto o de baixo risco causa verrugas genitais.

O diagnóstico do HPV é feito através de exames de Papanicolau e observação de verrugas genitais. A prevenção mais eficaz é a vacinação, disponível no Brasil nas versões quadrivalente e nonavalente. Estas vacinas são recomendadas para meninos e meninas entre 9 e 14 anos e para pessoas imunossuprimidas até os 45 anos. A Dra. Amato encerra incentivando a vacinação e a conscientização sobre o HPV, destacando a importância de exames regulares e consultas médicas para prevenir a disseminação do vírus.

Você conhece os sintomas do HPV? Você conhece alguém que já teve esse vírus? Você sabe o que é esse vírus? Nesse vídeo hoje a gente vai conversar sobre o que é o HPV, o que ele causa, de onde ele vem e, principalmente, será que ele dá sintoma? Meu nome é Juliana Amato, eu sou ginecologista. Aqui no consultório é muito comum receber muitas mulheres que vem com o resultado do papanicolau com uma alteração sugestiva de HPV e ficam desesperadas. Doutora e agora eu estou com HPV, o que que eu tenho que fazer? Ela já acha de ficar belo e já pensa meu Deus, é uma doença sexualmente ativa, aonde que eu peguei isso? Será que foi do meu marido? Será que foi do meu namorado, do meu parceiro? Calma gente, vamos conversar aqui sobre o HPV, desmistificar esse vírus tão falado ultimamente. Primeiro o HPV. O que que é esse vírus? O HPV esta de papiloma vírus humano e você sabia que ele não é só um vírus? Na verdade ele é um grupo de vírus. Existem mais de 200 tipos diferentes de papiloma vírus humano. E uma curiosidade aqui você sabia que mais ou menos 80 por cento da população sexualmente ativa do nosso mundo já teve contato com esse vírus em alguma época da sua vida? Ou ainda vai ter? Estima se que cerca de 600 milhões de pessoas no mundo todo estão infectadas nesse momento por esse vírus. É isso mesmo gente! Vocês sabiam que 80% dessas pessoas infectadas pelo HPV elas vão se curar normalmente? Isso mesmo! Isso porque o nosso sistema imunológico, ele é capaz de matar esse vírus. Então 80% dessas pessoas, elas nem vão saber que elas tiveram o HPV e cerca de 20% dessas pessoas, elas vão evoluir com esse HPV para doenças. Então o que o HPV? Quando ele evoluir para doença ele causa? Ele vai causar câncer de colo de útero, que é o mais comum, que é o mais falado que todo mundo escuta. Mas ele também pode levar a um câncer anal, a lesões no colo do útero, na vagina, na região do ânus, na região da hora ou faringe, ou seja, na garganta, na língua, no pênis. E também pode ocasionar as verrugas nas áreas genitais. Ele é o vírus sexualmente transmissível mais comum no mundo todo, mas a transmissão dele é muito importante. A gente frizar aqui que não é só pelo contato sexual, mas você sabia que o HPV ele também é transmissível pelo contato pele a pele? Você não precisa ter uma relação sexual para pegar o HPV. O contato com uma pessoa que tenha uma lesão do vírus com a sua pele também pode disseminar. Se você, por exemplo, tiver uma verruga genital ou anal e uma coçadinha e passar em outra área do corpo. Você sabia que você pode estar levando esse vírus pra outra parte do seu corpo também? Agora você deve estar se perguntando assim um tinha contato pele a pele? Será que eu posso pegar isso num banheiro? Será que eu posso pegar isso da toalha usando toalha de outras pessoas? Os estudos não são tão conclusivos quanto a isso, mas acredita se que essa transmissão não ocorra dessa maneira. Outra forma que pode ocorrer a transmissão do HPV é na hora do parto. Se a mãe tem lesões ativas ali do HPV, tanto no colo do útero quanto no canal vaginal, é mais raro. Mas pode acontecer. E quando isso acontece, o bebê pode desenvolver lesões na área de oral ou faringe. Como a gente conversou o papiloma vírus humano, o HPV, Ele não é só um vírus, ele representa uma quantidade de mais de 200 vírus e ele é classificado em dois grupos grandes, ou seja, o HPV de alto risco e o HPV de baixo risco. Mas o que isso quer dizer? HPV de alto de baixo risco? O HPV de alto risco são aqueles vírus, aqueles subtipos de vírus que são capazes de levar a doenças como o câncer de colo de útero, por exemplo, e os subtipo mais comum do HPV de alto risco é o 16 e o 18. Aqui no Brasil, o subtipo mais comum que causa câncer de colo de útero é o subtipo 16 e os HPV de baixo risco. Os HPV de baixo risco são as que causam as lesões em outras áreas do nosso organismo, como as verrugas genitais, como as verrugas de pele. Mas fiquem tranquilos que não, não é qualquer verruga não. A verruga do HPV, ela é bem característica. E esse HPV de baixo risco. Ele está relacionado aos subtipos 06h11. Você já conhecia essas informações sobre o HPV? Você já teve algum diagnóstico de HPV? Já fez tratamento? Comenta aqui A relação sexual. Ela é uma das formas mais importantes de contágio do HPV. E não é só a relação sexual vaginal. A relação sexual anal também. Ela faz essa transmissão, assim como a relação sexual, sexual, oral também. Por isso que às vezes a gente vê paciente que tem lesão na boca, que tem lesão na língua. Então, aqui o que eu deixo de recado e de importante, é que o uso da camisinha, ela é muito importante e você manter os seus exames em dia, você manter uma rotina de consulta com o seu ginecologista ou com o seu urologista é de extrema importância para não disseminar esse vírus e o uso da camisinha 100% eficaz. Não, ela não é 100% eficaz, porque como a gente já comentou, a transmissão também pode ser do contato pele a pele. Por isso que é importante sempre observar se tem alguma lesão, alguma verruga que essa ver ruga pode estar na sua pele, pode estar disseminando. Esse vírus é um sintoma, o HPV dá sintoma, não dá sintoma bom ou sintoma. Ele depende da área aonde você está. Com a lesão do HPV, quando a lesão do HPV e pelo HPV de alto risco, aquele responsável pelo câncer de colo de útero, ele pode ser assintomático. Então muitas mulheres, elas descobrem que estão com essa lesão no colo do útero num exame de papanicolau. Por isso a importância da rotina de seus exames anualmente. E quando o câncer de colo de útero já está instalado, existe sintomas? Sim, é na fase que não é tão inicial, começa a ter sangramento. É um sangramento que parece mais rosado. Ele pode acontecer fora do período menstrual, não está associado com o período menstrual. Sabe quando você se limpa depois de ir ao banheiro e você vê no papel que tem aquele sangramento mais rosadinho, bem discreto? Também pode ocorrer um sangramento durante a relação sexual. Depois que você tem relação, você vai ao banheiro se limpar e você observa a saída de sangue. E não é um sangramento tão intenso. O sintoma relacionado com o HPV de baixo grau são as verrugas genitais. E como são essas verrugas? Não é qualquer verruga de pele não gente, pode ficar tranquilo essas verrugas elas podem ser únicas ou vir em conjunto e ela pode ser grande ou pequena. Uma característica muito comum dessas verrugas são as verrugas em forma de couve flor ou aquelas verrugas mais afiladas mais planas. Então, se você notou que está com alguma verruguinhas nessa área de virilha, Di’Anno, vá ao seu médico para ver se essa verruga é uma verruga pelo HPV ou não. É uma verruga normal. O que a gente pode ver também são as lesões em boca, as lesões em mucosa da boca e lesões na língua. Você sabia que o HPV também pode estar associado ao câncer na língua? Mas isso é muito raro. E como é feito o diagnóstico do HPV? Então? O diagnóstico do HPV é a partir do exame de Papanicolau e a partir do exame físico quando ocorrem as verrugas genitais. E você deve estar se preocupando Doutora, é como que eu faço? Eu não quero ter isso, eu quero me prevenir a prevenção. Ela é feita a partir da vacina. No Brasil a gente tem dois tipos de vacina contra o HPV a quadro e valente que ela previne os HPV de alto grau e baixo grau, que são os mais comuns e a gente tem também a vacina nova na Valente, que é aquela que previne sobre os tipos mais comuns de HPV de alto e baixo grau e mais cinco subtipos. No Brasil. No Sistema Único de Saúde, a gente tem disponível a Quadro Valente e como ela deve ser utilizada duas doses com um intervalo entre elas de seis meses e todo mundo pode tomar essa vacina do HPV. Essa vacina, ela é indicada para meninos e meninas dos nove aos 14 anos. Além disso, ela é indicada também nos pacientes imuno suprimidos que têm alguma doença auto imune que mantém a imunidade mais baixa até os 45 anos de idade. Pacientes transplantados, pacientes em tratamentos oncológicos também podem receber essa vacina. É gente melhor do que ter a doença, melhor do que ter o vírus e se prevenir. Então me conte aqui embaixo se você já tomou a vacina. Qual a sua experiência com a vacina? Com quantos anos você tomou essa vacina? E compartilhe com as pessoas que você acha necessário que conheçam um pouquinho mais sobre esse vírus. E não esqueça inscreva se aqui no nosso canal, dê o seu like, ative o sininho de notificação.

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A Complexidade do HPV

Não é um único vírus, mas um grupo com mais de 200 tipos diferentes de HPV. Eles são classificados em HPV de alto risco, que podem levar a doenças graves como o câncer, e HPV de baixo risco, responsáveis por verrugas genitais e outras lesões menos graves.

Prevalência e Transmissão

Cerca de 80% da população sexualmente ativa entrará em contato com o HPV em algum momento da vida. A transmissão pode ocorrer não só através de relações sexuais, mas também pelo contato pele a pele. Isso significa que você não precisa ter uma relação sexual completa para ser infectado pelo vírus.

Sintomas e Consequências

HPV de Alto Risco:

  • Principalmente assintomático;
  • Pode causar câncer de colo de útero, anal, da boca, da garganta, da língua e do pênis.

HPV de Baixo Risco:

  • Verrugas genitais;
  • Lesões cutâneas.

Muitas vezes, as pessoas não sabem que estão infectadas até desenvolverem lesões ou até que um exame, como o Papanicolau, detecte alterações.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico do HPV é realizado principalmente por meio do exame de Papanicolau e exame físico, especialmente quando há verrugas genitais. O tratamento depende do tipo e da gravidade da infecção.

Prevenção

A vacinação é a melhor forma de prevenção contra os tipos mais comuns e perigosos do HPV. No Brasil, estão disponíveis vacinas que cobrem os principais tipos de HPV. É recomendado para meninos e meninas dos 9 aos 14 anos, além de grupos de risco até os 45 anos.

Conclusão

O HPV é um vírus comum, mas que pode ter consequências sérias. A conscientização sobre suas formas de transmissão, sintomas e prevenção é essencial. Consulte regularmente seu médico e mantenha seus exames em dia. E lembre-se, a vacinação é uma ferramenta poderosa na luta contra o HPV.

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Dra. Juliana Amato

Dra. Juliana Amato

Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).

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