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Estou grávida e não quero parar de beber

O álcool que a mulher grávida consome chega com muita facilidade a todo corpo do feto e parece causar uma contração nos seus pequenos vasos sanguíneos, o que faz com que menos sangue alcance os seus órgãos, portanto menos oxigênio chega a suas células. Esse fenômeno impede que o feto cresça, aumenta as chances de aborto e de morte fetal.

Existem duas condições associadas ao consumo do álcool na gestação: a síndrome alcoólica fetal (SAF) e os efeitos relacionados ao álcool (ERA).

A síndrome alcoólica fetal tem como características a presença de alterações faciais (lábio superior fino, sobrancelha levantada, nariz rebaixado, pequena abertura dos olhos, nariz curto e largo, face plana, mandíbula pequena, entre outras), modificações também do sistema nervoso central (do crânio, do cérebro, da  coordenação) e do crescimento, que se torna muito restrito, apresentando inclusive perda de peso.

Os chamados efeitos relacionados ao álcool referem-se a defeitos durante a formação do coração, dos rins, do esqueleto, dos olhos e aos que causam problemas de surdez, de lábio leporino, de dificuldade posterior de aprendizado, de transtornos de comportamento, de problemas de memória, entre outros. Também está entre as causas de retardo mental no país.

Não existe uma quantidade de álcool considerada segura para ser consumida na gestação, por isso a indicação é que a gestante se abstenha completamente da bebida durante toda a gravidez.

Os cuidados realizados no pré-natal são fundamentais para assegurar a saúde do feto e do recém-nascido. Atualmente existem muitos meios de informação e a gestante deve, sim, manter-se informada. O médico que a acompanha durante toda a gravidez deve tirar todas as suas dúvidas de maneira realista e sincera, embasado em tudo o que a ciência oferece hoje como verdade. Dessa maneira, a gestante pode sentir-se acolhida e segura em seu suporte.


*SIAT – Sistema de Informação sobre Agentes Teratogênicos/Serviço de Genética Médica – HCPA/Departamento de Genética – UFRGS. 

* SEGRE, Conceição Aparecida de Mattos (Coord.). Efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido.  São Paulo: Sociedade de Pediatria de São Paulo, 2010.

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Dra. Juliana Amato

Dra. Juliana Amato

Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).

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