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Dor nas Mamas (Mastalgia): Entendendo as Causas e Quando se Preocupar

A dor nas mamas, conhecida como mastalgia, é uma queixa comum em consultórios de ginecologia. Muitas mulheres se preocupam com essa dor, associando-a imediatamente ao câncer de mama. No entanto, é importante compreender que a dor nas mamas pode ter várias causas e nem sempre está relacionada a condições graves.

Sumário

O vídeo é uma explanação completa sobre dor nas mamas ou mastalgia, feita pela ginecologista Juliana Amato. O principal ponto discutido é a preocupação das mulheres em associar essa dor ao câncer de mama. A ginecologista explica que, na maioria dos casos, a dor nas mamas é normal e está relacionada à tensão da mama durante o período menstrual ou a alterações hormonais. Pode também ser causada por inflamação (mastite), traumas, cistos ou cirurgias. A especialista também fala sobre a dor mamária referida, que ocorre quando há alguma dor em outra parte do corpo, mas que é percebida na mama. Essas dores são geralmente causadas por problemas musculares, de postura ou inflamação das costelas. Sobre a relação da dor com o câncer de mama, a médica tranquiliza ao esclarecer que, normalmente, o câncer de mama em fase inicial não causa dor. Esta só é comum quando o câncer é do tipo inflamatório ou já está em um estágio mais avançado. A recomendação é fazer o autoexame regularmente e procurar um ginecologista se houver qualquer alteração.

Dor nas mamas ou mastalgia é uma queixa muito frequente no consultório de ginecologia. Muitas mulheres chegam ao consultório quando estão com dor nas mamas, muito preocupadas e já pensam num diagnóstico de câncer de mama. Hoje em dia essa cancerofobia está muito aguçada e não é por menos. A gente tem visto muitos casos de câncer de mama aumentando e cada vez em mulheres mais jovens. Mas fica aqui comigo nesse vídeo que eu vou tirar várias dúvidas sobre dor nas mamas e quando você deve se preocupar com elas. Meu nome é Juliana Amato e eu sou ginecologista aqui do Instituto Amato. Que mulher nunca uma vez na sua vida sentiu uma dor na mama. Pode ser aquela dor na mama que só de encostar já fica super sensível, ou aquela dor na mama em pontada ou em queimação que às vezes some sozinha, às vezes vem para próximo do período menstrual e às vezes não tem relação com nada. A dor nas mamas é mais frequente em mulheres abaixo de 50 anos, mas ela também pode acontecer por outras causas depois dessa idade. A gente tem alguns tipos de dor nas mamas que são bem características e ajudam o médico tanto a fazer o diagnóstico da causa dessa dor quanto a o médico a orientar a mulher se essa dor é preocupante ou não. Então a mastalgia que é a dor nas mamas, ela é dividida em alguns tipos de dor, pode ser a mastalgia ou dor na mama cíclica. E o que isso quer dizer? É aquela dor na mama que ela vem próximo do período menstrual. Então normalmente as duas mamas elas doem, elas ficam tensas. As vezes você sente até um aumento de volume dessas mamas e essa dor e mais ela acontece mais nessas regiões de quadrante superior e lateral da mama, que é onde a gente tem mais distribuição de tecido ou de glândula mamária. Essa dor ela está associada às alterações normais de um ciclo menstrual, às alterações hormonais, principalmente ao hormônio progesterona, que está alto nessa fase. Esse hormônio é que dá a sensação de peso e de dor nas mamas em relação a essa dor. A mulher, ela pode ficar tranquila porque é uma dor fisiológica. Ela é causada por uma alteração do ciclo menstrual, uma alteração hormonal que é normal do nosso corpo. Qual é o outro tipo de dor que pode ocorrer? Pode ser a dor acíclica, ou seja, acíclica quer dizer que não forma um ciclo. Então ela não vai e vem de acordo com o período menstrual. Essa dor acíclica, ela é diferente dessa dor de período menstrual. Ela pode ser sentida como uma alfinetada, como uma queimação, como uma fisgada, e pode ser em uma mama só, não necessariamente nas duas mamas e o que causa essa dor acíclica, ou seja, essa dor unilateral que a gente está conversando agora? Ela pode ter várias causas, ela pode ser até produto de uma inflamação da mama, ou seja, de uma mastite. Ela pode ser causada por algum trauma na mama que você teve, algum machucado ou uma batida. A presença de cistos também, dependendo do tamanho, também pode causar esse desconforto e essa sensação dolorosa na mama. Cirurgias prévias também podem causar essa dor. Sabe quando você faz uma cirurgia, coloca uma prótese na mama. Ou quando você retira a prótese, faz uma mastopexia, ou seja, faz uma cirurgia de levantamento da mama. Essa dor ela pode ocorrer e ela é mais característica, como se fossem pontadas ali, que é a cicatrização daquela mama, ou às vezes até a formação de algumas aderências. Como que a gente faz o manejo desse tipo de dor? Depende muito da causa. Se for uma mastite, é lógico que o médico vai indicar um antibiótico para tratar essa infecção, porque é uma infecção. Tem pus lá dentro. É bastante doloroso. Se for por alguma condição de trauma de batida, normalmente não precisa de medicações para tratamento, uma conversa e a elucidação do que tá acontecendo por que você está tendo essa dor já é eficiente pra você ter uma consciência de que essa dor vai passar por si própria e não precisa de medicação. Se isso for um desconforto por cistos, o médico vai te orientar a observar a evolução desses cistos a cada seis meses ou um ano, dependendo da sua idade, dependendo do tamanho e distribuição desses cistos. E também vai orientar que a presença dessa dor quando se tem cistos pode acontecer, e se for por cirurgias prévias, normalmente essa dor é bem pontual. Ela é logo após a cirurgia na recuperação da cirurgia, então ela vai passar por si própria. As dores mamárias, elas não necessariamente elas precisam de medicação para ser tratada. Mas existe também um outro tipo de dor mamária que a gente chama de dor mamária referida, que é extra mamária. Que é isso? Essa dor extra mamária, se eu estou sentindo dor na minha mama? Na verdade é quando você está com alguma dor, por exemplo, muscular, quando você está com uma dor na musculatura do peitoral ou fez exercício demais, ou teve uma batida, ou pode ser até por uma inflamação ali naquela musculatura, você pode sentir essa dor como se fosse na mama, mas na verdade ela não é a primária da mama. Ela é a dor que está ali na sua costela ou no seu músculo. Muitas vezes essa dor também pode ser da inflamação das costelas, da articulação das costelas, que é a costocondrite, que também é muito comum dar essa dor referida como se fosse na mama. E o tratamento dessa dor? Vai depender da causa, vai depender se é uma dor muscular, vai esperar que o músculo vai parar de doer e uma inflamação, uma costocondrite, o médico vai orientar, tomar um anti-inflamatório, se for necessário. Essa dor, ela também pode ser da coluna. Às vezes, pacientes que tem uma postura que tem algum problema na coluna também pode sentir essa dor referida na região das mamas, mas na verdade é um problema postural. E o diagnóstico, como que é feito dessas dores? Na verdade, o diagnóstico, ele é clínico, ou seja, você vai consultar o ginecologista, ele vai conversar com você, você vai explicar toda a dor com o que tem acontecido já perto do período menstrual ou não, qual é a característica da dor e o médico vai avaliar, vai fazer o exame físico da sua mama, vai examinar a mama com a palpação e se necessário, ele vai pedir algum exame. Se não, não é necessário. E a pergunta que não quer calar é câncer de mama? Ah, eu estou com uma dor, estou morrendo de medo de ter câncer de mama. Apalpei o nódulo. Essa dor não passa. Câncer de mama, ele dói? A resposta para essa pergunta é muito simples. Normalmente não. O câncer de mama, ele está associado com uma lesão primária da mama, que pode ser um nódulo mamário. Se esse nódulo, se esse câncer, ele é inicial, ele não dói muito. Dificilmente a mulher quando ela é diagnosticada com câncer de mama, ela vai ao médico referindo dor na mama. Normalmente ela vai para um exame ginecológico, um exame com seu ginecologista de rotina e são feitos exames que tem um achado ou de uma classificação diferente, a mamografia ou um nódulo na palpação que o médico faz na mama. Então o exame é constatado a presença dessa lesão que vai ser biopsia e assim faz um diagnóstico de câncer de mama. Então normalmente os câncer de mama eles não doem, eles em fase muito inicial você não sente nada, quando que você vai sentir dor num câncer de mama? Normalmente é no câncer de mama do tipo inflamatório, aonde você tem uma alteração até da textura da pele. Então existe um tipo de câncer que é esse inflamatório que é a mulher, às vezes, ela não tem dor, ela tem dor na parede da mama e quando vê é uma alteração da pele que está mais vermelhinha, mais quente. E esse pode ser um carcinoma inflamatório. E aí ela sente essa dor na própria mama ou na pele da mama. Agora, quando o câncer já é um câncer mais invasivo que ele, já é um câncer que já se disseminou mais. Aí, dependendo do tamanho, dependendo da localização, ele pode dar sintomas dolorosos. Qual é a dica que eu dou para todas as mulheres? Procurem um ginecologista todo ano, façam seus exames de rotina todos os anos. Se sente alguma diferença, por exemplo, fazendo um auto exame de uma modulação, procure antes do período desejado, ou seja, se for um ano, vá antes de um ano ao ginecologista para avaliar essa mama. A princípio o câncer de mama não dói quando dói. Normalmente está mais associado realmente com o ciclo menstrual ou outras alterações que a gente conversou. Não deixe ficar na dúvida, procure o seu médico, faça o auto exame das mamas regularmente. Como que eu faço o auto exame das minhas mamas? Tem que ser longe do período menstrual e se você fizer próximo de menstruar ou logo após a menstruação, quando você fizer a palpação da mama, você pode sentir várias nodulações que na verdade não são nódulos e sim é a glândula mamária mais intumescida porque você acabou de menstruar. E o ideal é que sempre se toque longe do período menstrual. E se sentir alguma modulação. Normalmente é uma bolinha endurecida essa bolinha endurecida. Nos casos de câncer de mama é uma bolinha fixa, é uma bolinha que não se mexe, não saia do local e nos casos de nódulos benignos é uma bolinha endurecida. Porém ela tem uma mobilidade. Quando você toca, parece que ela foge do seu dedo. Se você gostou desse vídeo, inscreva-se aqui no nosso canal, dê o seu like e ative o sininho de notificação. Até a próxima!

Tipos de Dor nas Mamas

      1. Mastalgia Cíclica: Esta é a forma mais comum de dor mamária. Geralmente, é bilateral e ocorre próximo ao período menstrual devido às alterações hormonais, principalmente a elevação do hormônio progesterona. As mamas podem ficar tensas, doloridas e até aumentar de volume. Esta dor é considerada fisiológica e está relacionada ao ciclo menstrual normal.
      2. Mastalgia Acíclica: Diferente da dor cíclica, a mastalgia acíclica não segue um padrão em relação ao ciclo menstrual. Pode ser unilateral, manifestando-se como uma queimação, fisgada ou alfinetada. Suas causas variam, incluindo mastite (inflamação da mama), trauma mamário, presença de cistos, ou cirurgias prévias, como a inserção ou remoção de próteses mamárias.
      3. Dor Mamária Referida (Extra Mamária): Essa dor é percebida na região mamária mas tem origem em outra área, como a musculatura do peitoral, as costelas ou a coluna. Exemplos comuns incluem dores musculares, costocondrite (inflamação das costelas) ou problemas posturais.

    Manejo da Dor nas Mamas

    O tratamento da mastalgia varia de acordo com a causa. No caso de mastite, por exemplo, antibióticos são prescritos. Se a dor é resultado de um trauma, geralmente não são necessárias medicações. Cistos podem exigir acompanhamento regular. Para dores pós-cirúrgicas, o alívio costuma ocorrer naturalmente com o tempo. Em casos de dor referida, o tratamento depende da causa subjacente, podendo incluir anti-inflamatórios ou correções posturais.

    Câncer de Mama e Dor

    É um equívoco comum associar dor nas mamas com câncer. Na maioria dos casos iniciais de câncer de mama, não há dor associada. A presença de dor é mais comum em tipos específicos, como o carcinoma inflamatório, ou em estágios avançados da doença. Um nódulo mamário doloroso não é, por si só, indicativo de câncer. Os nódulos cancerígenos tendem a ser endurecidos e fixos, enquanto os benignos são mais móveis e podem parecer “fugir” ao toque.

    Autoexame e Consulta Médica

    É fundamental que as mulheres realizem o autoexame das mamas, preferencialmente fora do período menstrual para evitar confusões com as alterações normais do tecido mamário. Qualquer alteração percebida deve ser avaliada por um médico. Consultas regulares com um ginecologista e exames de rotina são essenciais para a detecção precoce de problemas mamários, incluindo o câncer de mama.

    Conclusão

    Embora a dor nas mamas possa ser preocupante, é importante lembrar que existem várias causas para a mastalgia, muitas das quais não estão relacionadas a condições graves. A compreensão dos diferentes tipos de dor mamária e a realização regular de autoexames são cruciais para a saúde mamária.

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    Dra. Juliana Amato

    Dra. Juliana Amato

    Líder da equipe de Reprodução Humana do Fertilidade.org Médica Colaboradora de Infertilidade e Reprodução Humana pela USP (Universidade de São Paulo). Pós-graduado Lato Sensu em “Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida” pela Faculdade Nossa Cidade e Projeto Alfa. Master em Infertilidade Conjugal e Reprodução Assistida pela Sociedade Paulista de Medicina Reprodutiva. Titulo de especialista pela FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e APM (Associação Paulista de Medicina).

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